O Rio de Janeiro e toda a Região Metropolitana têm que se conscientizar do seu perfil de metrópole e investir no transporte público. Garantir a mobilidade do cidadão, integrar modais, encurtar distâncias e reduzir gastos é essencial. Assim, ganha o trabalhador, o empresário e toda a população que precisa se locomover com rapidez e eficiência.
Uma boa notícia no setor é a aprovação, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) do projeto de lei que cria o bilhete único. Estima-se que em fevereiro, pelo preço de R$ 4,40, o cidadão terá direito a duas viagens de trens, metrô, ônibus, barcas ou vans legalizadas. Parece uma medida simples. E, ao beneficiar dois milhões de pessoas, torna-se uma medida já há algum tempo urgente. Aguardemos a que a lei seja sancionada e torçamos para que o Rio confirme sua posição de vanguarda e seja o primeiro estado do país a ter o bilhete único intermunicipal.
Podemos comemorar também o apoio inestimável do Governo Federal, que tem investido no Rio através do PAC da Mobilidade Urbana. Um dos projetos contemplados com recursos do programa é a construção da TransCarioca, corredor expresso que ligará a Barra da Tijuca à Penha. A utilização de BRTs vai reduzir o tempo de viagem e também a emissão de gases poluentes, já que os veículos utilizam combustíveis menos poluentes, como os biocombustíveis.
O metrô, que chegou essa semana à Ipanema, deve ir logo à Barra da Tijuca e se expandir ainda mais. A linha 3, que ligará Niterói a São Gonçalo vai beneficiar mais de 350 mil pessoas. O entendimento entre as três esferas de governo vai facilitar a liberação de recursos para estes projetos. Estima-se que, em 2014, o metrô atenda a mais de um milhão de pessoas por dia. O dobro do que acontece hoje.
A fácil locomoção garante benefícios também para a economia. Permitir o acesso de turistas, evitar que mercadorias não sejam entregues, reduzir passagens e tempos de viagens em coletivos são ações que vão movimentar a economia, colaborando para o fortalecimento do Brasil e a redução das desigualdades.
Garantir a mobilidade do cidadão é assegurar melhorias na qualidade de vida e menos custos de passagem. Muitos trabalhadores passam muito mais tempo em deslocamentos entre a casa e o trabalho do que com a família. O cansaço que fica dessas viagens interfere no humor e até na produtividade dos operários. Está na hora de melhorarmos esse quadro.







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