Hoje (17), o presidente Lula fez um pronunciamento na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. O presidente chegou ontem à cidade dinamarquesa e tem se reunido com representantes de diversas delegações. Em sua fala, Lula reiterou os principais compromissos do Brasil: meta voluntária de redução das emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% e a diminuição do desmatamento na Amazônia em 80%. Ambas as tarefas têm 2020 como prazo. Além disso, Lula cobrou das nações industrializadas que assumam “metas ambiciosas e à altura de suas responsabilidades históricas”, que seria a de 40% de redução de gases-estufa, em comparação com 1990.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chefia a delegação brasileira e revelou à imprensa que os países ricos desejam que as cotas para o fundo de combate ao aquecimento global sejam divididas em frações praticamente iguais entre as nações ricas, que arcariam com 25% do total, e de nações em desenvolvimento, que seriam responsáveis por 20% dos investimentos. Considero isso um absurdo. O passivo ambiental que o mundo tem hoje é fruto da falta de cuidado destes países. O Brasil, que assim como China, Índia e África do Sul, já se mostrou contrário à proposta, e as outras nações em desenvolvimento não têm que rachar essa conta.
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