A importância de um evento como a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) – convocada pelo governo federal para discutir os rumos da comunicação no país – é tão evidente que causa estranheza o pouco destaque que ela recebeu da grande maioria dos veículos de imprensa. A discussão de questões fundamentais como a exigência do diploma para jornalistas, a proibição de monopólios e oligopólios no setor e a fiscalização do conteúdo da programação oferecida ao público se torna, a cada dia, mais do que necessária – urgente, até.
A Confecom termina hoje, com números e resultados expressivos. Reuniu cerca de 1.600 delegados, entre representantes do governo, empresas e entidades civis. Debateu temas que não podem ficar fora da pauta de nenhuma sociedade avançada e democrática como a que pretendemos construir – entre eles, propostas formuladas pela CUT e outras centrais sindicais, como o fortalecimento da rede pública de comunicação e a implantação de um plano nacional de banda larga gratuita. Ofereceu subsídios para um novo ordenamento jurídico para o setor, que facilite o acesso à informação, a diversificação das fontes de comunicação, sua modernização e novos modelos de negócio. Foi, enfim, como definiu o presidente Lula no discurso de abertura do evento, “a construção de um novo pacto para a comunicação no Brasil”. Pacto, acrescento, fundamental para que o setor da comunicação no Brasil responda ao nosso anseio por um fluxo de informações com cada vez mais qualidade e variedade.
As últimas deliberações da Conferência acontecem hoje, e podem ser acompanhadas em tempo real pelo link : http://www.confecom.gov.br/transmissao





Discussão
Sem comentários para “Rumos da comunicação em debate”