Os brasileiros estão alarmados com o crescimento do consumo de crack no país e com o poder que essa nova droga tem de destruir suas vítimas e suas famílias. Conhecido como a “droga do século”, o crack chegou ao Brasil na década de 1990, em São Paulo, onde é usado, principalmente, pelas pessoas das comunidades mais pobres.
Crack e desgraça são palavras indissociáveis, quase sinônimas. As consequências do seu consumo, pelo que se vê nos jornais e se ouve no relato dos usuários e na opinião de especialistas, poderiam ser resumidas em três palavras: sofrimento, degradação e morte.
Devido a sua composição química – resultante da mistura da pasta de coca com produtos como ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e cal virgem -, o crack compromete rapidamente a saúde de quem o utiliza. Sua popularização se tornou, portanto, um grave problema de saúde pública, que exige uma resposta rápida das autoridades para recuperar suas vítimas e deter o seu avanço.
Recentemente, O Globo trouxe ao conhecimento de todos um dado extremamente preocupante: o aumento do consumo de crack entre os jovens da classe média carioca, constatado por uma pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Exemplo disso é o caso do músico Bruno Kligierman de Melo, de 26 anos, viciado em crack que, sob o efeito da droga, matou a amiga Bárbara Calazans, de 18, no Flamengo.
O combate incisivo ao crack é fundamental para a sociedade brasileira, mas ele não deve ser feito levando-se em conta apenas a questão da segurança pública. Devem ser considerados os aspectos sociais e econômicos envolvidos na questão do aumento do seu consumo entre os jovens, os mais atingidos por essa verdadeira epidemia. As ações de governo e de Estado devem, portanto, se voltar também para medidas de proteção da juventude, com a adoção de políticas públicas inclusivas que garantam o acesso do jovem ao estudo, ao esporte e ao emprego.
Também é importante mobilizar atletas, artistas e outros formadores de opinião na luta contra o crack. Campanhas como a “Escolha a vida, viva sem crack”, realizada pela Superintendência de Políticas para Juventude do RJ em parceria com a TV Globo, somadas ao combate efetuado pelas autoridades de segurança pública, terão papel importante nessa luta mais do que urgente.






BOM DIA! Senhor Marcelo Sereno .Bem ,falar de crack ou de outra droga é muito fácil principalmente quem vive dentro de uma favela como eu desde pequena .Porém o que estes jovens necessitam é de um Projeto Social que levanta a auto-estima e caminham para um emprego digno.Quando um governante der oportunidade para estes jovens eles abandonam o vicíos e vão a luta .sou uma simples liderança e todos os dias batem na minha porta jovens pedindo curso /emprego para largar a vida torta e ser tornar um cidadão digno. Vamos ajudar estes jovens a brilhar …um abraço de moradora do Complexo do ALEMÃO.