
A crise econômica mundial de 2008/2009 foi o grande teste para a gestão Lula. O desempenho foi bom. A política econômica do governo e as medidas de incentivo adotadas para manter a economia nacional aquecida, com reduções de impostos para setores estratégicos como o industrial, surtiram efeito. A comprovação veio com resultado do PIB de 2009, divulgado na quinta-feira, 11, pelo IBGE. A economia teve um desempenho que podemos chamar de “zero positivo”. Ao longo do ano passado, a economia brasileira apresentou resultado de -0,2% na comparação com 2008, quando o país apresentou crescimento de 5,1%. As riquezas produzidas em 2009 somaram R$ 3,143 trilhões.
Apesar do indicador negativo, o resultado precisa ser analisado por partes, afinal ele é o reflexo do ano todo. O Brasil teve o quarto melhor resultado na comparação com outros 18 países. A retração verificada nos três primeiros trimestres de 2009 foi recuperada no quarto trimestre do ano, quando o bom desempenho devido às políticas de incentivo foi sentido. Foram esses números que levaram a esse resultado de -0,2% que, apesar de tímido, foi bastante positivo se considerado o cenário de recessão no mundo.
Na comparação com economias de países desenvolvidos, o Brasil se saiu bem. Enquanto os Estados Unidos apresentou retração de 2,4%, o Brasil mostrou agilidade na retomada no pós-crise. No entanto, economias em expansão como China e Índia parecem não ter sentido os efeitos da crise, cresceram 8,7% e 6,1%, respectivamente.
O resultado que, de acordo com a série histórica, foi o pior desde 1992. No entanto, foi o menor período de recessão da história do país, apenas dois meses. No período Collor, o Brasil enfrentou 30 meses de recessão.
Vejo que o momento é de centrar esforços para manter o país no caminho do crescimento. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou o resultado como razoável e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, viu o desempenho do país como positivo. O mais interessante nesta notícia é que a força de recuperação e de manutenção dos bons resultados brasileiros estão ligados ao mercado interno. Depois de anos de dependência do mercado externo, o Brasil vive agora um momento único de mercado forte.
Vale lembrar que, nunca antes vivemos na história do Brasil um período de democracia, crescimento econômico e distribuição de renda como o que vivemos hoje. O povo sabe.




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