
A subida da ministra Dilma nas intenções de voto, revelada pela pesquisa Ibope/CNI divulgada na última quarta, dia 17, não foi a única notícia boa trazida pelos números. Um dado da pesquisa, talvez até mais importante do que os 30% atingidos pela candidata, contra 35% de Serra – reduzindo assim a diferença entre os dois para cinco pontos percentuais –, foi a revelação de que 53% dos eleitores preferem votar num candidato apoiado pelo presidente Lula, contra apenas 10% dispostos a eleger um nome da oposição e 33% que não levarão em conta a opinião do presidente.
É um dado animador, pois mostra o potencial de crescimento da candidatura petista. Se mais da metade do eleitorado se mostra disposto a acompanhar o voto de Lula, a tendência é que Dilma cresça à medida em que seu nome for mais fortemente associado ao do presidente. O que ainda não aconteceu: segundo a mesma pesquisa, apenas 44% dos eleitores conhecem a ministra. Outro número a comemorar é a queda do seu índice de rejeição, de 41% para 27% – praticamente o mesmo de Serra, que tem 25%.
Os índices devem ser recebidos com alegria, mas não podem ser motivo de acomodamento. São o resultado de um trabalho bem feito por todos os envolvidos na luta para elegê-la, mas que ainda está longe de terminar.




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