
Dilma, Lula e Alencar juntos em Congresso do PT
Para o sociólogo e cientista político, Marcos Coimbra, do Instituto de Pesquisa Vox Populi, Dilma Rousseff (PT) é favorita para vencer as eleições deste ano. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal Valor Econômico , publicada nesta quinta-feira.
Na sabatina, realizada em Belo Horizonte, além de fazer uma análise do perfil do eleitorado, Coimbra destaca também o panorama geral das eleições e esclarece as razões para o favoritismo de Dilma, ressaltando que a maior parte dos eleitores possui um “sentimento a favor da continuidade, tem um envolvimento pequeno com a discussão política, com a comparação das propostas, das biografias e opta pelo modelo de decisão mais simples”
No entanto, ele ressalta que no Brasil o padrão é um pouco diferente “pelas nossas deficiências”, mas preferir a continuidade é uma verdade em todas as democracias. Ainda de acordo com a entrevista, ele ressalta que: “Esses eleitores costumam preferir a escolha de custo menor que demanda menos tempo, menos stress e pode ser resumida numa pergunta tão simples como ” Você está satisfeito?”
Para Coimbra, diferente das eleições passadas, a deste ano pode ser considerada um “cabo de guerra entre as duas principais forças políticas brasileiras”. Para ele, enquanto o PT procurar sustentar seu processo eleitoral baseado na comparação de projetos, o PSDB tenta transformar em um embate de biografias. “Lula sabe que a grande maioria compara favoravelmente o governo dele em praticamente todos os aspectos e gosta mais dele do que do último presidente. Então, para o PSDB só resta a comparação da biografia, mas não acredito que se consiga mudar essa percepção ao longo da campanha. Acho muito pouco provável que tenha sucesso essa estratégia de convencer a população que tudo que há de bom, se é que há alguma coisa de bom no governo Lula, vem do antecessor”.
O cientista político salienta ainda que o desempenho histórico de Serra, na casa dos 30% a 40%, está relacionado ao fato dele ser egresso de São Paulo, estado que possui mais de 20% do eleitorado do país, e também em função do antipetismo, que segundo ele, está concentrado com muita frequência na classe média do sul e do sudeste. “A vantagem do Serra vem quando se agrega a grande parcela que não conhece a Dilma.”
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