Mais do que os candidatos, a internet parece que será a grande estrela das Eleições 2010. Pelo menos é ela quem está no centro da cena no momento, mais até do que o debate político no país. Basta considerarmos os episódios mais recentes na rede envolvendo o site do Partido dos Trabalhadores e a página pessoal da candidata Dilma Rousseff no Flickr . As duas denúncias podem ser conferidas no site Vi o Mundo.
Até o meio da tarde desta terça-feira, 13 de abril, uma rápida pesquisa no Google apontava como perigosa a página do Partido dos Trabalhadores, com possibilidades de causar danos ao computador do usuário. Nem pelo Google, nem digitando o endereço da página no navegador, era possível ter acesso ao portal. Na página da Dilma, havia um embate entre aqueles que apóiam e os que são contrários à candidatura, que sugeriam que ela se matasse.
Nas eleições de 2006, a internet já havia desempenhado importante papel, conforme material produzido pelo colaborador Venício A. De Lima, no Observatório da Imprensa.
Na ocasião, Lima cita trecho do livro A mídia nas Eleições de 2006 , no qual destaca a fala do ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (INTI), professor Sérgio Amadeu que ressalta o trabalho de articulação dos simpatizantes na internet na ocasião daquele processo eleitoral. “Intensos debates foram travados nos sites de relacionamento e milhares de listas de discussão foram politizadas no cenário de 2006, pois repercutiam os embates trazidos de outros pólos do ciberespaço”, destacou Amadeu, citado por Lima.
Em 2010, com a web 2.0, as possibilidades de uso e debate pela rede ganharam outros contornos. Para os eleitores, será uma ótima oportunidade de se aproximar do candidato escolhido, aproximar as relações e vivenciar amplamente o processo democrático. Para os candidatos, a chance de fazer uma campanha mais próxima e clara.




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