Embora não tenha começado para valer, a campanha para as Eleições 2010 parece que será polarizada entre os candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB). Polarizada em todos os aspectos: desde a militância ate os veículos de comunicação, que de uma maneira sutil (para não dizer escancarada mesmo), apontam os candidatos de sua preferência e saem distorcendo e interpretando da maneira mais espetacular que lhes convier as afirmações dos oponentes.
O caso mais recente foi a polêmica sobre a suposta alfinetada proferida por Dilma em discurso feito no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), no último dia 10 de abril. Na ocasião, ela teria dito: “ Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções”(confira o discurso na íntegra clicando aqui).
Para muitos – integrantes da mídia, principalmente, que adoram qualificar Dilma como terrorista – a afirmação foi entendida como uma afronta aqueles militantes que por opção (ou pela falta dela) preferiram deixar o Brasil durante a Ditadura. Um exemplo foi a postagem de Ricardo Noblat no dia 12 de abril, na qual ele diz: “Atenção aí pessoal que assessora a Dilma. Não deixe que ela continue cometendo disparates a cada semana. Nesse ritmo ela acabará perdendo a eleição para ela mesma”. O comentário que foi ratificado no final daquele mesmo dia.
O interessante e que hospedado em um mesmo servidor e também pertencendo as Organizações Globo, Paulo Moreira Leite consiga ter abordagem diferente sobre o assunto em questão. Enquanto no primeiro, a idéia e atacar a colocação da candidata do PT, Paulo Moreira Leite consegue entender o propósito ao ressaltar que: “Ao falar que não fugiu da luta, Dilma coloca o debate sobre o passado em seu devido lugar. Lembra que ninguém pode ser condenado porque fez parte da oposição à ditadura. Mostra, corretamente, que essa foi uma atitude honrosa, que merece respeito.”
O discurso de Dilma no ABC foi mais uma demonstração de seu caráter e da forma que ela pretende conduzir sua campanha e, posteriormente, a administração do Brasil. Com a clareza de quem não tem medo ou vergonha do passado. Como alguém que não tem medo de desafios e nem de encara-los por mais adversa que seja a situação.
Para encerrar, o faremos com uma declaração de Dilma, também retirada daquele discurso: “Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. (…)Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático.”
Fica a lição.




Discussão
Sem comentários para “Para um Brasil que não foge a luta”