
Secretário Nacional de Comunicação do PT, André Vargas garante uma campanha sem baixarias.
Mesmo antes da corrida presidencial receber a bandeirada inicial, o embate entre as duas principais siglas – PT e PSDB – já corre solto, principalmente na internet. Só no mês de abril, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a candidatura de Dilma Rousseff foram vítimas de três ataques na internet, sem contar o apoio para lá de descarado da principal emissora de televisão a José Serra, naquilo que foi classificado como campanha institucional alusiva ao aniversário do canal.
Diante disso, o secretário nacional do PT, o deputado federal André Vargas (PT-PR) concedeu entrevista o site VioMundo onde explicou como será a estratégia do PT para lidar com todos esses ataques e que já foi classificado como guerra suja. Vargas falou sobre a distribuição da verba publicitária do governo, que contempla mais de 2500 veículos em todo Brasil, enquanto na era FHC chegava a pouco mais de 10% desse universo.
Ao ser questionado sobre a falta de uma reação firme aos ataques que o PT vem recebendo, Vargas ressaltou que mais do que analisar os erros do PT, o desejo do partido é a isonomia da cobertura. “Nunca se viu uma mobilização midiática tão grande contra um governo, contra um partido, estigmatizando-os. Isso não quer dizer que os erros do PT não têm de ser analisados pela mídia. Devem, sim. Mas o que reivindicamos é isonomia: tratamento idêntico para problemas idênticos. É só observar a cobertura da enchente em São Paulo para ver a discrepância. Quando a Marta estava no governo, era a maior ripa todo dia. Nas enchentes de dezembro de 2009 e começo de 2010, parecia que não tinha governador. O Serra sumiu do noticiário. A população acabou sendo a culpada.” , destacou.
O secretário de nacional de comunicação do PT disse já estar ciente de que a corrida presidencial será sinônimo de golpes baixos por parte da oposição, mas garantiu que o PT está se preparando para acompanhar, inclusive judicialmente, qualquer possibilidade que os veículos de comunicação tenham de manipular informações. Vargas foi além e garantiu que “não vamos entrar em baixaria.”




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