A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho, na África do Sul, e se engana quem acredita que a única coisa em comum entre o campeonato mundial de futebol e as eleições seja o fato de elas acontecerem no mesmo ano. Esporte e política tem muito mais em comum do que a maioria imagina.
São 32 equipes de olho na Taça FIFA. Aqui no Brasil, pelo menos três candidatos estão de olho no posto máximo do país. A expectativa é de que a “final” aconteça entre o PT e o PSDB, no dia 3 de outubro. Mas as semelhanças não param por aí.
Uma Copa do Mundo, para ser vencida, precisa de talento, de técnica, de preparação e de uma estrutura bem montada. O time de Dunga reúne todos esses atributos, talvez falte um pouco de talento, mas estando a pouco mais de uma semana para o início da competição, não é o momento de questionar as escolhas do comandante, não é mesmo?
Embora no futebol, o time mais experiente tenha um pouco de vantagem, não podemos ignorar a possibilidade de um time azarão. Na política também é assim. Inexperiência não é sinônimo de incompetência, e pode aparecer como virtude. Já que o candidato novato é um personagem que não traz vícios de pleitos anteriores. E nem o peso das grandes expectativas.
Passemos para o talento e a técnica. Essas duas características se completam. Enquanto um é nato o outro pode e deve ser trabalhado ao longo da trajetória. O Kaká é um grande jogador. Certamente não estaria entre os melhores do mundo se não fosse aquele diferencial que o fez se destacar diante de um monte de garotos. Mas ele também precisa de treino para aperfeiçoar seu talento.
Lembra alguém? Usemos a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, como exemplo. Certamente, ela não chegou onde estar por mero acaso. E se hoje o PT e o presidente Lula apostam suas fichas nela, é porque reúne não apenas qualidade técnica, mas talento para gerir o pais e para subverter situações adversas.
Certamente, a seleção brasileira deve ser uma das que possui a melhor estrutura na África do Sul. Por aqui, Dilma tem a seu favor o fato de ter sido escolhida para suceder o presidente Lula. Isso representa levantar diversas bandeiras e representar a continuidade de um governo que está dando certo. E muito certo.
O time de Dunga carrega algumas divergências, mas ele teve para escolha, sem dúvida, os melhores do mundo. O PT escolheu aquela que representa o melhor para o Brasil. E é isso o que todo mundo quer: mais desenvolvimento econômico, mais justiça social, mais avanços internacionais, mais sucesso. Uma caminhada mais sólida para sermos uma grande nação.
Não podemos prever que o Brasil será campeão. Se estará na final e com quem disputará. Estamos torcendo para isso. Esperamos voltar da África do Sul com mais o sexto título mundial.
Na política brasileira, o campeonato maior são as eleições presidenciais. A disputa já está sendo preparada. Os torcedores já começam a se preparar para o confronto que será longo, afinal o horário eleitoral começa em agosto e vai até outubro. Antes disso, a campanha deverá estar nas ruas em julho.
Diferente da Copa do Mundo, onde todos nós estamos pelo Brasil, nas eleições será preciso escolher um. E ganhar não vai ser somente fruto de sorte ou tradição. Vai ser fruto de sorte, tradição mas, sobretudo, de trabalho de intenso, de uma campanha bem feita e principalmente um planejamento de governo que venha ao encontro das necessidades do país e que seja boa para o povo.
O povo quer continuidade. Quer crescer economicamente. Quer justiça social. Quer mudar de classe. Quer acesso universal aos serviços públicos. Quer informação. Quer a erradicação da pobreza. Quer um pais de todos. E para isso, já sabemos quem é preciso escolher. Estamos no rumo certo. Agora só precisa acelerar.






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