O mundo amanheceu mais sereno hoje. A notícia entre o acordo entre Irã, Turquia e Brasil sobre a troca de combustíveis nucleares pode por fim à disputa ocidental sobre o programa nuclear do Irã. Mais uma vitória e mais uma aula de diplomacia do governo Lula. Vale ressaltar que Brasil e Turquia não são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
EUA e alguns de seus aliados acusam o Irã de desenvolver um programa nuclear com fins militares, mas Teerã defende que a finalidade é pacífica e se recusa a negociar. Os EUA pressionam por uma quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país do Oriente Médio.
Mesmo sob a batuta de Barack Obama, Wasingthon prefere partir para sanções e retaliações. A velha tática de não ouvir o oponente. Mas nós não estamos em guerra. Lula, por sua vez, prefere o diálogo. Deve ser reflexo dos seus anos como sindicalista e a capacidade de ouvir patrões e empregados, buscando o entendimento.
O Brasil já apresentou uma proposta segundo a qual o Irã trocaria urânio pouco enriquecido por combustível nuclear na Turquia, país que tem estreitos laços tanto com Ocidente como com o Oriente Médio. O Irã enviaria urânio ao exterior e o receberia de volta enriquecido a 20%, nível suficiente para fins pacíficos.
O ano de 2010 aparece como um ano de mudanças. Ideais e sonhos do século passado parecem virar realidade. Como a paz. Lennon já havia escrito: “Imagine não existir países. Não é difícil de fazê-lo. Nada pelo que lutar ou morrer.E nenhuma religião também. Imagine todas as pessoas. Vivendo a vida em paz.” Ainda não é realidade, mas estamos quase lá. E o Brasil é responsável por isso.




Caros amigos,
Ontem em uma roda de amigos, muito esclarecidos por sinal, comentava-se sobre a participação do Brasil, Presidente Lula, nas negociações com Irã e Turquia. Alguém comentou da “sorte” do nosso Presidente, já que, tal fato de sucesso, o colocou em manchete na mídia mundial ou um outro comentário sobre o que o Irã faria com o saldo do urânio ainda em seu poder.
Até que por fim, concordaram que tal fato deveu-se a habilidade de diálogo do nosso Presidente colocando o Brasil no centro das negociações e em busca da paz.
Para que mudar?