O Ministério da Saúde assinou parceria que permitirá que o Brasil passe a produzir sete medicamentos. Com esta medida, o número de medicamentos que deixam ser importados pelo país sobe para 21, representando uma economia da ordem de R$ 170 milhões. Dentre os medicamentos que deixarão de ser importados estão utilizados no tratamento da AIDS.
Conforme termos do acordo, a fabricação acontecerá via parcerias entre empresas públicas e privadas, que serão promovidas pelo Ministério da Saúde. Os remédios produzidos aqui – utilizados no tratamento do Alzheimer, AIDS, osteoporose, tuberculose, hemofilia, asma e imunossupressores (utilizados em pacientes pós transplantados) – e serão distribuídos gratuitamente pelo SUS.
Por ano, o governo brasileiro gastava em media R$ 850 milhões. Este custo cairá em torno de 20% com a produção nacional.
Os termos de compromisso estabelecem a transferência de tecnologia para a fabricação dos produtos e envolvem oito instituições públicas e 13 privadas. Neste ano, cinco medicamentos já começam a ser fabricados. A previsão é que, no segundo semestre de 2010, os laboratórios façam as primeiras entregas do Tenofovir, para tratamento de aids, do Tracrolimos, usado por pacientes que passaram por transplantes, e de três anti-psicóticos – Clozapina, Olanzapina e Quetiapina.
Além de impulsionar a indústria nacional, as parcerias fortalecem os 19 laboratórios públicos do País. O governo segue contabilizando avanços em diversos segmentos e a saúde não poderia ficar de fora deles.




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