Cultura/Entretenimento

Mil e uma noites

Taj_MahalUm pouco de imaginação e um tapete mágico são suficientes para conhecer o exotismo do Oriente.  A dica de leitura deste final de semana é a compilação de contos fantásticos Mil e Uma Noites – sem autor definido. Estima-se que a história tenha sido escritas entre os séculos VIII e XV, sendo compilados nesse último.

Mil e uma noites conta a história do sultão Shariar, que é traído pela esposa. Como vingança, resolve passar cada noite com uma mulher diferente, que é executada na manhã seguinte.  Em uma dessas, ele escolhe Sherazade, filha do Vizir (alto funcionário nos reinos mulçumanos). Aparentemente resignada com seu destino, ela tem um plano em mente.

Para se livrar da morte que se aproxima, Sherazade começa a contar uma história envolvente.  Ao amanhecer, acaba interrompendo o conto, que só terá prosseguimento no noite seguinte. Extremamente habilidosa nessa arte, Sherazade assim procede durante “mil e uma noites”… e, da mesma forma que o sultão, ficamos fascinados e mais interessados a cada novo conto relatado. Tudo que há de mais fascinante, está presente nos contos de Sherazade.

Alguns dos contos são tão famosos, que ganharam “livros próprios” e produções cinematográficas. Quem não se recorda de “Ali Babá e Os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o Marujo” e “Alladin”, que transformaram-se em adaptações de todos os gêneros (ação,infantil,aventura).

Sobre as adaptações do livro no cinema, a mais recente deverá contar com a participação de Antony Hopkins no elenco, como vilão Pharotu, feiticeiro que mata o amor de Simbad, uma sereia, na intenção de aumentar seus poderes. A história vai partir do clássico gravado em 1942.

Para quem gosta de histórias fantásticas, Mil e uma noites é uma ótima indicação. A história de Sherazade que triunfa com sua perseverança, conhecimento e sensibilidade no mundo masculino dos sultões.

“Por Alá! Eu não a matarei senão depois de ter ouvido o resto do conto!”Depois o rei e Sherazade passaram a noite enlaçados. Depois do que o rei saiu para presidir os negócios da justiça. E viu o vizir chegar, trazendo a mortalha destinada a sua filha Sherazade, q ele já acreditava morta. Mas o Rei nada lhe disse sobre tal assunto, e continuou a fazer justiça, nomeando uns, destituindo outros, e isso até o fim do dia. E o vizir ficou perplexo e no auge do espanto. Quando terminou o expediente, o rei retornou ao palácio.

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