O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira (20) a ampliação da rede de assistência aos usuários de crack. Dentre as ações está prevista a criação de novos leitos em hospitais gerais para receber esses pacientes. A expectativa é de que até o final do ano o número de vagas passe de 2,5 mil para 5 mil. O Ministério deverá direcionar para o custeio desses leitos especializados montante da ordem de R$ 180 milhões.
Essas ações são parte do Plano de Enfrentamento ao Crack que prevê investimentos de até R$ 400 milhões nas políticas de enfrentamento ao problema que contemplam: a prevenção, o tratamento, a reinserção social do usuário e o enfrentamento do tráfico de forma de maneira integrada com estados, municípios e a sociedade civil.
Essas ações são fundamentais considerando a agressividade da droga que, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, atinge 600 mil pessoas no país. O numero de usuários quase dobrou nos últimos cinco anos, quando o numero estimado de usuários era de 380 mil.
O Plano de Enfrentamento é uma medida importante já que entende a dependência química como um problema de saúde pública. E, principalmente, pulveriza e descentraliza as ações. Além de contemplar municípios dos mais variados portes que faz com que o Plano seja amplo e abrangente.
O Governo Federal deverá intensificar ações anunciadas em 2009, no Plano Emergencial de Ampliação do Acesso do Tratamento para Usuários de Álcool e Drogas (PEAD) que previa a construção de 73 novos Centros Atenção Psicossocial até o final deste ano. Deste total, 52 já estão habilitados. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde 136 novos centros especializados em álcool e drogas deverão ser construídos até o final de 2011.
O crack é uma droga nova que apareceu no mercado brasileiro de forma agressiva, com fácil acesso e preço baixo. Causa dependência e danos físicos rapidamente e que, apesar de indícios do uso entre pessoas da classe média, afeta mais diretamente populações mais vulneráveis — população de rua, crianças e adolescentes. Foi criada nos Estados Unidos na década de 1980.
O Ministério da Saúde tem uma página específica para disseminar informações e combater o problema: http://www.nuncaexperimenteocrack.com.br/




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