Façamos hoje um exercício de imaginação. Pense em um cidadão brasileiro de nome José Costa, que resida no Rio de Janeiro, mais especificamente na zona oeste. Leva uma vida mediana, tem um emprego médio, como seu nível de escolaridade. Trabalha de 9h às 18h, chega em casa às 20h. Toma um banho. Janta e se reúne com a esposa para ver o noticiário noturno. Ele se depara com uma reportagem que envolva urânio enriquecido, acordo de paz, sanções da ONU, o Lula e se questiona: O que eu, morador da zona oeste, tenho a ver com isso?
Respondo: Muita coisa! Embora política externa e diplomacia parecem coisas muito distantes, seus reflexos podem ser sentidos por toda a população do Brasil. O recente resultado positivo de Lula, frente as negociações de paz e o acordo da não utilização de combustíveis nucleares para fins não pacíficos, trazem uma série de benefícios para nós, cidadãos comuns.
Para iniciar a conversa a atitude do presidente Lula demostra nossa soberania e, sobretudo, que nosso país deixou de ser coadjuvante no cenário internacional. Agora somos protagonistas de decisões importantes para a humanidade. A partir daí, poderemos pleitear, com mais afinco e com muita justiça, uma cadeira fixa no Conselho de Segurança da ONU. Nosso presidente conseguiu, sem truculência é fundamental ressaltar, o que grandes potências como os Estados Unidos não conseguiram.
Ter boas relações com países como o Irã e a Turquia também deverá trazer reflexos positivos na economia. Boas relações exteriores significam novos mercados consumidores para os produtos brasileiros e mais incentivo na cadeia produtiva nacional. E isso, de um ponto de vista geral.
Uma economia aquecida não representa apenas mais encomendas das indústrias, mais investimentos na ampliação da capacidade produtiva dos nossos parques industriais, mais postos de trabalho, mais demanda em setores como de serviços e comércio, mais investimento em ciência, tecnologia e pesquisa. Representa também mais arrecadação de impostos e mais investimento em segmentos fundamentais como saúde, educação e infraestrutura.
Enfim… aponta para a entrada e permanência em um ciclo virtuoso de crescimento na economia e na qualidade de vida. Recentemente, o ministro da fazenda, Guido Mantega disse na Espanha que, em 2025, o Brasil deverá ser a quarta maior economia mundial. Temos que ressaltar que, além disso, estamos promovendo a justiça social. E antes de sermos a quarta maior economia do mundo, seremos um país livre da miséra e da pobeza extrema. O Ministro acredita também que serão países como o Brasil, a China, a Rússia e a India os responsáveis para resgatar o mundo da nova crise econômica, desta vez na zona do euro.
Boas relações exteriores significam novos negócios que vão beneficiar o José Costa fictício do começo do nosso texto. As Forças Armadas devem estabelecer uma base para construção de submarinos, em parceria com a França , na zona oeste do Rio de Janeiro. Isso representa uma oportunidade espetacular para os trabalhadadores daquela região. Também o aproveitamento da mão de obra formada em escolas técnicas, como nosso presidente Lula.
Portanto, o acordo com Irã e Turquia representa muito mais do que apenas um avanço para a tão sonhada paz mundial. E a paz mundial já é uma coisa muito grandiosa e, até pouco tempo, quase intangível. O Barsil deu uma importante contribuição para isso. O acordo representa mais alento, mais investimento, mais crescimento. Estamos no rumo certo, agora só precisa acelerar.






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