Na manhã desta sexta-feira o mundo ficou mais pobre de palavras e de poesias com a morte do escritor português José Saramago. Vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago era daqueles raros escritores que lançavam mão da fantasia mas, ao mesmo tempo não se privava de ser engajado e sempre atento às injustiças e desigualdade, além do conservadorismo da igreja.
O mundo lamenta sua partida. Principalmente nós leitores de língua portuguesa. Um dos raros autores que conseguiu domar, com toda sua poesia a reclamada língua portuguesa. Sua prosa, foi marcada por períodos longos e a pontuação utilizada de forma pouco convencional.
Os diálogos das personagens são inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma que não existem travessões nos seus livros: este tipo de marcação das falas propicia uma forte sensação de fluxo de consciência, a ponto do leitor chegar a confundir-se se um certo diálogo foi real ou apenas um pensamento.
Saramago foi um autor bastante produtivo com vasta obra em prosa , poesia, contos, infantis entre outros gêneros. Podemos destacar os livros O Ano da Morte de Ricardo Reis , Intermitências da Morte e Ensaio Sobre a Cegueira, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, o primeiro concedido a um autor de língua portuguesa.
No canal do Blog do Sereno no Youtube, deixamos um trecho do filme Ensaio sobre a Cegueira, adaptado pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles sobre o livro mais consagrado de Saramago.
Tristes, encerramos o texto com um trecho do autor:
“Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.”
(José Saramago 1992 – 2010)




como fica
Caro companheiro Marcelo é com grande felicidade que acompanho
seus comentários é fico feliz por você não esquecer seus amigos.
Wagner Benevides.