Inspirado pelo fabuloso momento e pelo espírito da Copa do Mundo, que mais uma vez contagia o Brasil, o artigo desta semana volta a tratar de futebol. Desta vez, vamos falar da seleção anfitriã. O Brasil como nos últimos 50 anos, chega mais que nunca favoritíssimo ao Hexa. O time de Dunga – o mais experiente da historia do Brasil, com 29 anos como idade média dos jogadores, e ídolos Kaká e Robinho – é a nossa esperança.
O Blog do Sereno começa hoje falando um pouco da anfitriã a África do Sul, comandada pelo comandante do tetra, Carlos Alberto Parreira, que anunciou na terça-feira (1º de junho) direto de Johanesburgo, como os Bafana Bafana – assim são conhecidos dos jogadores da seleção sul africana - irão ser representados na primeira Copa em continente africano.
O futebol existe naquele país desde o século XIX, mas, por conta do apartheid – que vigorou até os anos 1990 – não havia uma única seleção, assim como também não havia federação: brancos e negros possuíam seus próprios times, seleções e associações.[2] A Federação Branca fora fundada em 1892; a Hindu, em 1903; a Bantu, em 1933, e, três anos depois, a Parda.
A Branca foi a única que chegou a ser oficializada pela FIFA, em 1958, mesmo ano em que o país foi expulso da CAF. Dois anos depois, entretanto, a entidade máxima estabeleceu prazo de um ano para que a discriminação na seleção terminasse, o que não ocorreu. Em 1961, portanto, a Federação Branca foi suspensa. Ainda naquele ano, o presidente recém-eleito do órgão, Stanley Rous, influenciou para que a suspensão terminasse (o que acabou ocorrendo em 1963), afirmando que a FIFA não deveria se envolver com questões políticas dos países, e que o futebol poderia regredir na Africa. Em 1964 a suspensão foi reaplicada em congresso anual da FIFA. Em 1976 a Federação Branca foi expulsa formalmente, após o massacre de Soweto.
O apartheid foi extinto em 1991. Uma Seleção e Federação multiculturais únicas foram criadas e reconhecidas. A primeira partida da nova Seleção foi em julho de 1992 pelas eliminatórias para a Copa de 1994. A seleção sul-africana venceu Camarões por 1 x 0. A classificação acabou não vindo. Em 1996 o país, disputando pela primeira vez a Copa das Nações Africanas, venceu, como sede, o torneio continental, tornando-se uma potência africana. Dois anos depois, já figuravam na Copa de 1998. Nova classificação viria para o campeonato mundial de 2002, quando obtiveram sua primeira vitória: 1 x 0 sobre a Eslovênia. Os Bafana Bafana foram novamente eliminados na primeira fase, perdendo a vaga, no saldo de gols, para o Paraguai.
Os mestiços costumam ter maior destaque no país. São identificados pelos sobrenomes ocidentais, como Benni McCarthy (estrela do futebol sul-africano na atualidade), Quinton Fortune, Steven Pienaar, Shaun Bartlett, Delron Buckley e Elrio van Heerden.[3] Os negros, que reúnem representantes de várias etnias do país, como os bantus, osxhosas e os zulus, podem ser identificados por sobrenomes “africanos”, como Lucas Radebe, Doctor Khumalo, Jacob Lekgetho (falecido em 2008), Aaron Mokoena, Siyabonga Nomvethe, MacBeth Sibaya, Sibusiso Zuma e Cyril Nzama.
Mesmo entre os brancos (que, no país, geralmente preferem o rúgbi[3]), há etnias diferentes: há os descendentes dos colonizadores britânicos, como Mark Fish, Eric Tinkler e Bradley Carnell, e os dos colo cibeli, holandeses (os bôeres), como Hans Vonk e Bruce Grobbelaar (que jogou pelo Zimbábue). George Koumantarakis, um imigrante grego, jogou o mundial de 2002, quando também figurou um descendente de libaneses, Pierre Issa, presente também no de 1998. Issa marcou o primeiro gol do país em Copas que, para a sua infelicidade, foi contra.
A Seleção Sul-Africana, não foi para a Copa de 2006, voltará às Copas como sede este ano. Em 2009, sediou e participou também da Copa das Confederações de 2009 terminando em quarto lugar.
O Técnico Parreira anuncio seus 23 convocados, e surpreendeu ao deixar de fora do grupo dos Bafana Bafana, o ídolo Benni McCarthy. Atualmente no West Ham da Inglaterra. O ídolo está visivelmente fora do peso, e foi cortado na ultima hora por Parreira.
Confira a lista dos 23 de Parreira:
- Goleiros: Itumeleng Khune (Kaizer Chiefs), Moeneeb Josephs (Orlando Pirates) e Shuaib Walters (Maritzburg United).
- Defensores: Siboniso Gaxa (Sundowns), Anele Ngcongca (Genk/Bélgica), Aaron Mokoena (Blackburn Rovers/Inglaterra), Matthew Booth (Sundowns), Bongani Khumalo (SuperSport United), Siyabonga Sangweni (Golden Arrows), Tsepo Masilela (Maccabi Haifa/Israel) e Lucas Thwala (Orlando Pirates).
- Meias: Teko Modise (Orlando Pirates), Lance Davids (Ajax Cape Town), Reneilwe Letsholonyane (Kaizer Chiefs), MacBeth Sibaya (Rubin Kazan/Rússia), Thanduyise Khuboni (Golden Arrows), Kagiso Dikgacoi (Fulham/Inglaterra), Steven Pienaar (Everton/Inglaterra), Surprise Moriri (Sundowns) e Siphiwe Tshabalala (Kaizer Chiefs).
- Atacantes: Bernard Parker (Twente/Holanda), Katlego Mphela (Sundowns) e Siyabonga Nomvethe (Moroka Swallows).
Por: Natanael de Barros Martins Barboza




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