A cultura é um importante instrumento de transformação social. Levando em consideração essa premissa moradores da comunidade da Engenhoca, zona norte de Niterói resolveram criar um Centro Cultural da Engenhoca para preservar e contar a história daquela comunidade que tem uma população estimada de 40 mil pessoas, praticamente sem espaço de lazer e cultura. Apenas os campos de futebol suprem essa demanda de uma região que tem muita história para contar.
No domingo (25/07) a galeria Mão da Fama – que é uma das exposições permanentes formada por telas com imagem das mãos de pessoas importantes para a comunidade – fez homenagem ao candidato a deputado federal, Marcelo Sereno (1314). Ele é um dos incentivadores do Centro Cultural.
A pesquisa sobre a história da comunidade foi uma iniciativa de Ronaldo Pimentel da Silva, líder comunitário conhecido como Mamuttt. Ele conta que o trabalho como historiador começou do interesse de conhecer melhor como foi formado o bairro. Em uma exposição permanente, fotos de médicos, sambistas, educadores que lá residiram ou exerceram importante influência para a comunidade.
Mamuttt lembra que na década de 1950 o largo que é o principal ponto de referência da comunidade era conhecido como “Largo da Morte”. Preocupado com o estigma que traria para comunidade, o atuante médico Renato propôs a troca para “Largo de São Jorge”, santo de sua devoção. A sugestão foi aceita, o nome foi trocado e marca de comunidade violenta foi afastada. Essa e outras histórias são apresentadas aos moradores.
O líder comunitário lembra também que, preocupados com o grande impacto que as novas tecnologias estão impondo à infância, existe também uma outra mostra sobre brincadeiras que pouco a pouco vão perdendo espaço na vida das crianças e caindo no esquecimento como “chicotinho queimado”, “passa anel”, piões… Por essas e outras razões é que o Centro Cultural acabou se transformando em uma referência na Engenhoca.
Sebastião Augusto Torres tem 71 anos. Ao mesmo tempo em que usufrui dos benefícios do local é também personagem da história da Engenhoca. Ele e sua extensa família. Ele nasceu em 1939, mas seu pai chegou ainda na década de 1920. “Muita coisa mudou na comunidade. Eu já vi de tudo aqui. Mas com o centro cultural a frequência está melhor. Isso é ótimo”, destacou.
O local, além de figurar como espaço de lazer, entretenimento e difusão da cultura ajuda a combater problema de desemprego e da falta de qualificação profissional. Além de encaminharem pessoas para o mercado de trabalho, promove a cursos como de garçon e maitre, informática e telemarketing.
Mão da Fama
Uma das exposições permanentes é da mão da fama. Personalidade importantes para a comunidade são convidadas a marcar sua mão em uma tela. A mais recente homenagem aconteceu no domingo (25/07) quando o candidato a deputado federal, Marcelo Sereno deixou sua marca. Ele é incentivador do projeto e destaca a importância social de iniciativas como as que foram tomadas na Engenhoca. “Produzir, gerar, investir e incentivar a cultura em um país como o Brasil é um desafio”, destacou.
Sereno também salientou a importância social do Centro Cultural Engenhoca e disse que iniciativas como essa devem ser incentivadas e funcionam como incentivo para a população, além de resgatar a autoestima de locais que estão normalmente são esquecidos.
Além da homenagem Marcelo Sereno participou de uma caminhada na na feira e seguiu para a comunidade Coronel, próximo da Engenhoca para conhecer a realidade daquela comunidade.





Discussão
Sem comentários para “Centro Social Engenhoca homenageia Marcelo Sereno”