O Brasil volta novamente a passar por problemas no setor aéreo. Na segunda-feira (2) e nesta terça-feira o transporte de passageiros novamente contabilizou atrasos. O impacto foi sentido nos aeroportos do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. Eu mesmo já tive problemas por causa da confusão nos vôos que, dificilmente, saem na hora. Isso porque é um mercado aberto, pelo qual pagamos caro por um conforto que não temos.
Mas a ponte-aérea é defendida, ao mesmo tempo em que projetos inovadores, como o trem-bala, são avaliados de forma depreciativa. Puro lobby. Querem segurar o desenvolvimento do país, deixar de favorecer uma grande parcela da população ao mesmo tempo em que ajudam na manutenção de uma situação que só me remete ao caos.
Isso é preocupante. Estamos a quatro anos da Copa do Mundo e a seis dos Jogos Olímpicos, e os aeroportos serão nossa porta de entrada. Teremos uma demanda muito maior do que a que recebemos hoje e não damos conta. Temos que investir no setor, profissionalizar o serviço prestado – e isso inclui tratar o consumidor com respeito. Nossos aeroportos precisam de estrutura para receber os turistas e nosso público interno.
Volto a insistir na questão do trem-bala porque precisamos de alternativa. Mas isso não significa abandonar o transporte aéreo, mas melhorar muito a qualidade do serviço do setor. Desenvolvimento significa investir em todos os setores e nos oferecer condições de escolher e não ficar a mercê.





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