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	<title>Blog do Marcelo Sereno &#187; Convidados</title>
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		<title>Na dor, o momento para aprofundar o debate sobre as causas da tragédia</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 16:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[José Driceu]]></category>
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		<description><![CDATA[Com o Brasil em estado de comoção, enlutado pela tragédia que provocou a morte de 12 crianças numa escola carioca, e com a presidenta Dilma Rousseff programando comparecer ao velório na manhã de hoje, eu retomo a minha proposta de discussão a fundo a respeito do que ocorreu no Rio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/08_homenagem_Opraddo_575.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4479" title="homenagem_realengo" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/08_homenagem_Opraddo_575-300x198.jpg" alt="homenagem_realengo" width="300" height="198" /></a>Com o Brasil em estado de comoção, enlutado  pela tragédia que provocou a morte de 12 crianças numa escola carioca, e  com a presidenta Dilma Rousseff programando comparecer ao velório na  manhã de hoje, eu retomo a minha proposta de discussão a fundo a  respeito do que ocorreu no Rio.</p>
<p>É triste que tenhamos de travar  esse debate diante dessa situação sem precedentes no país. Mas não  podemos deixar de fazê-lo. Governos, autoridades da área de Educação,  todas as organizações constituídas da sociedade civil, pais e educadores  têm de mergulhar fundo nessa discussão e analisar, das causas às  consequências dessa tragédia.</p>
<p>Temos que analisar a situação que  cerca as nossas comunidades urbanas, a educação pública &#8211; cada vez pior &#8211;  que é dada no país, as alternativas para reformá-la e para mudar a  situação de carência social profunda que marca a vida nas periferias das  cidades brasileira.</p>
<p><strong>Mudar as condições de vida nas periferias do país</strong></p>
<p>Acompanho,  há muito tempo, a discussão que se trava no movimento sindical, nas  organizações populares, na  sociedade civil organizada como um todo,  pela melhoria da educação em nosso país. São debates que envolvem um  amplo leque de providências a serem tomadas.</p>
<p>Não basta apenas  melhores salário para os professores e para os trabalhadores da  educação. É preciso rediscutir e mudar todo o modelo de educação, toda a  estrutura a disposição na escola &#8211; de prédios melhores, bibliotecas, a  informatização na rede, até assistência social mais presente não só nos  estabelecimentos de ensino, mas em toda as comunidades em que vivem  nossos jovens.</p>
<p>Para além da caixinha de remédios que a própria  diretora ministra em alguns casos, qual escola, em nosso país, tem por  exemplo outros equipamentos que melhorem as condições de saúde dos  alunos ou possam ser utilizados em uma emergência como a registrada  ontem no Rio?<strong></p>
<p>Melhorar o atendimento à saúde nas escolas</strong></p>
<p>Não  temos, ainda, uma obrigatoriedade dessas escolas terem psicólogos e  outros profissionais que consigam ver problemas dessa natureza, detectar  desde cedo nas crianças sintomas de problemas como o deste aluno que  estudou na escola em que fez a chacina?</p>
<p>Temos de aprofundar,  também, o debate que começa a ser levantado hoje pela mídia, a questão  do desarmamento em nosso país. O tema começou a ser levantado hoje de  uma forma errada pela imprensa, como se fosse a ÚNICA solução possível,  quando é apenas UMA DAS soluções possíveis e necessárias para evitar  este tipo de tragédia.</p>
<p>Finalmente, eu gostaria de sugerir que se  aprofunde, também, o nosso já velho e eterno debate/dilema sobre a  questão do crescimento econômico. Ainda temos aqueles que acham que o  crescimento econômico não é o melhor caminho, quando é ele é que gera o  emprego, aumenta a renda, melhora as condições sociais das populações de  nossas periferias.</p>
<p>Sem ele ficam os riscos sociais do desemprego  e de pessoas desestabilizadas como o autor dessa tragédia continuarem  sem o tratamento adequado.<br />
</span></p>
<p>Fonte:  <a href="http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=blogcategory&amp;id=1&amp;Itemid=2" target="_blank">Blog do Zé</a></p>
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		<title>A Força das Alianças</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 14:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[José Dirceu]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[A confirmação da aliança PT-PMDB em Minas Gerais veio seguida de uma reação cínica e fria da grande mídia. Neste momento, os aliados de José Serra na imprensa querem encobrir um importante fato: a composição de apoio ao senador Hélio Costa reforça as condições de vitória de Dilma Rousseff. Afinal, desde 1950, só Getúlio Vargas conseguiu conquistar a Presidência da República sem vencer a disputa nas Alterosas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2285" title="Minas_Gerais" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/minaslatest-300x108.png" alt="Minas_Gerais" width="350" height="150" />A confirmação da aliança PT-PMDB em Minas Gerais veio seguida de uma reação cínica e fria da grande mídia. Neste momento, os aliados de José Serra na imprensa querem encobrir um importante fato: a composição de apoio ao senador Hélio Costa reforça as condições de vitória de Dilma Rousseff. Afinal, desde 1950, só Getúlio Vargas conseguiu conquistar a Presidência da República sem vencer a disputa nas Alterosas.</p>
<p>Enquanto a candidata do PT cresce sem parar no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a diferença diminui no Sudeste, tornando-se especialmente ruim para o tucanato em Minas.</p>
<p>Há algumas semanas, a principal meta dos que hoje subestimam o potencial da aliança PT-PMDB era empurrar o ex-governador Aécio Neves para uma candidatura a vice-presidente.</p>
<p>Setores da imprensa paulista tentaram mostrar para o resto do país que José Serra tratava Minas com prioridade ao procurar seu colega de partido para a chapa presidencial. Porém, nada soa mais artificial. É de amplo conhecimento que Aécio Neves passava longe dos originais planos presidenciais de Serra, mas isso foi minimizado em benefício do paulista.</p>
<p>O verdadeiro plano A do ex-governador paulista era compor chapa com José Roberto Arruda (ex-DEM), governador cassado do Distrito Federal, tendo como alternativa o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE). Diante do naufrágio do governo demo em Brasília e da consolidação da aliança PT-PMDB no plano nacional, a tentativa de uma chapa só com tucanos é, na verdade, um abraço de afogado a Minas.</p>
<p>O último grande lance da tentativa de viabilizar a chapa Serra-Aécio não poderia ser mais ofensiva e truculenta. Quando o esforço de arrastar o mineiro para o posto de vice estava prestes a fracassar, o PSDB paulista “planta” a notícia de que o empresariado brasileiro considerava antipatriótica a postura do ex-governador de Minas Gerais.</p>
<p>Os resultados começam a se tornar visíveis. A campanha ainda nem começou, mas os mineiros dão claros sinais de que perceberam a dissimulação de Serra. A base de prefeitos de Aécio Neves mostra fissuras em favor de Dilma Rousseff, o que deve se aprofundar até o final da disputa eleitoral.</p>
<p>A notícia não poderia vir em pior hora para o tucanato paulista. Serra presencia a fragmentação de sua base de apoio em São Paulo, berço da frágil aliança oposicionista. Agora candidato ao governo paulista, Geraldo Alckmin mostra que dará o troco a Serra, que o abandonou na disputa presidencial de 2006.</p>
<p>Ao mesmo tempo, lideranças do DEM e do PTB declararam apoio ao petista Aloizio Mercadante em sinal de insatisfação com a indicação de Alckmin. Nem o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM) mostra-se satisfeito e, pelo jeito, não vai apoiar o ex-governador que tenta voltar ao Palácio dos Bandeirantes.</p>
<p>Mesmo assim, o mais provável é que a situação em São Paulo continue com espaço menor na imprensa paulista. As maiores energias serão desprendidas para cobrir, de maneira enviesada, é claro, as conversas para a formação da chapa que apoiará Hélio Costa ao governo de Minas Gerais. Fracassou a tentativa de construção de um palanque para Serra nas Alterosas. Agora, o jeito é fingir que a consolidação das alianças nacionais e em Minhas em torno de Dilma são fatos corriqueiros de campanha. Mas não são.</p>
<p><strong>José Dirceu</strong>,<em> 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil  &#8211; publicado no <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/06/11/a-forca-das-aliancas-298876.asp" target="_blank">Blog do Noblat</a>.<br />
</em></p>
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		<title>Grande nação, a nação do emprego</title>
		<link>http://www.blogdosereno.com.br/blog/2010/04/grande-nacao-a-nacao-do-emprego/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 12:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Delúbio Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Governo Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[*Delúbio Soares O velho provérbio nos ensina que “ninguém é profeta em sua terra”, mas nem ele serve de consolação ou desculpa para os que não vêem (ou não querem ver…) o retumbante êxito do governo Lula. Se alguém ler o noticiário político dos jornais verá um Brasil diferente, com críticas ao presidente Lula, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1392" style="margin-left: 90px; margin-right: 90px;" title="Carteira de Trabalho e Previdência Social3" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/Carteira-de-Trabalho-e-Previdência-Social3-300x300.jpg" alt="Carteira de Trabalho e Previdência Social3" width="300" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">
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<p style="text-align: right;"><strong>*Delúbio Soares</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>O velho provérbio nos ensina que “ninguém é profeta em sua terra”, mas nem ele serve de consolação ou desculpa para os que não vêem (ou não querem ver…) o retumbante êxito do governo Lula. Se alguém ler o noticiário político dos jornais verá um Brasil diferente, com críticas ao presidente Lula, em sua maioria improcedentes e injustas, movidas pela paixão do período eleitoral. Mas, se o mesmo leitor avançar algumas páginas e fizer uma leitura mesmo que superficial das páginas dos cadernos de economia, irá se sentir confuso, surpreso ou saberá que desde o governo JK o Brasil não experimentava um momento tão positivo em sua vida econômica, fruto de um governo competente e visionário. São, portanto, dois “Brasis”, o do primeiro caderno, e o do caderno de economia.<br />
O povo brasileiro, em uma maioria esmagadora que ultrapassa os 80% segundo as pesquisas, reconhece, aplaude e apóia o presidente que mudou a face do país, devolveu-lhe a autoestima, recobrou o prestígio internacional perdido, recuperou a economia devastada e comandou a mais profunda, bem-sucedida e pacífica revolução já vista na história latino-americana, ao realizar a redistribuição de renda e levar dezenas de milhões de brasileiros de condições de quase indigência para a plena cidadania.<br />
Mas existe, para mais além de todos os êxitos reconhecidos do governo Lula, aquele que mais diretamente fez diferença na vida de nossa gente: o fim do desemprego. Hoje, ao contrário dos anos 90, a “década perdida”, sobram empregos. E não há obra pública, viaduto, porto, aeroporto, super-safra que substitua o emprego de uma mãe ou pai de família. É o emprego, é o salário, a justa remuneração, a base da estabilidade da vida do cidadão e de sua família, da felicidade de seu lar e da educação de seus filhos, do planejamento de sua vida e do futuro. Sem ele, nada feito.<br />
Antes do governo Lula o desemprego era o fantasma que assaltava as famílias, que destruía lares, que levava a intranqüilidade e semeava a incerteza justamente na base da sociedade brasileira. Assistíamos ao triste e degradante espetáculo das filas quilométricas dobrando quarteirões, onde jovens e idosos, homens e mulheres, nas cidades do interior e nas grandes capitais, disputavam avidamente as poucas posições de trabalho que apareciam na economia convulsionada daquele Brasil decadente e desacreditado. Nos rostos abatidos daquela gente humilhada, o retrato de um Brasil que é passado e não deixou saudades. O Brasil dos anos 90, do governo que queria matar a “Era Vargas” mas não criou um único emprego, não gerou uma única divisa, não possibilitou que o trabalhador brasileiro colocasse um único tijolo em sua casa. Tristes tempos. Mas, felizmente, tempos passados e que não voltarão.<br />
Quando o presidente Lula assumiu as rédeas da condução de nosso país, em 2003, o desemprego galopava e havia ultrapassado a impressionante marca dos 13% da população economicamente ativa. Não havia família sem um desempregado. Era essa, em verdade, a pior parte da herança maldita deixada pelos tucanos ao governo do PT. Hoje o quadro é outro, radicalmente mudado: mais de 1 milhão de empregos formais foram gerados nos primeiros meses de 2010, e as perspectivas são impressionantes.  Em São Paulo, serão 700 mil vagas ao longo do ano; no Rio de Janeiro quase 200 mil; o mesmo número em Minas Gerais; 150 mil no Paraná; 130 mil no Rio Grande do Sul; 84 mil na Bahia; 70 mil em Pernambuco; 23 mil no Pará; 11 mil em Goiás. E a economia informal, grande geradora de postos de trabalho, não está computada. São os números de um país que cresce, que se desenvolve, que busca o seu destino de grandeza e de prosperidade, absolutamente oposto ao Brasil do início da década, aquele país decaído e desmoralizado, o freguês do FMI, o que quebrou três vezes nos anos 90, o Brasil do passado.<br />
A revista Istoé Dinheiro, em matéria competente do repórter Hugo Cilo, mostra a realidade de nossa economia em relação ao aquecimento do mercado de trabalho, com o país caminhando para o pleno emprego, mostrando empresas que oferecem milhares de vagas e renovam seus compromissos de confiança e aposta no Brasil do presente e do futuro. Fiquei impressionado com a qualidade da matéria, a quantidade de informações e as empresas que se mostram confiantes como nunca e abrem milhares de novos empregos: Carrefour, Fiat, Accenture, Petrobrás, Rossi Residencial, Teleperformance, PriceWaterhouse e dezenas de outras gigantes da economia nacional e internacional. (Disponibilizei-a no <a href="www.delubio.com.br">www.delubio.com.br</a>)<br />
Mais do que palavras o governo Lula tem números para mostrar. E são muitos. E vamos nos ater nos do primeiro trimestre de 2010, na geração de empregos. Foram mais de 204 mil novos empregos na indústria. Quase 130 mil na construção civil. Nos serviços chegaram a 250 mil, 18 mil na agropecuária, 34 mil no comércio, 4 mil na extração mineral, dentro outros. Chegaram aos 657.259, segundo a Caged, citada pela Istoé Dinheiro.<br />
Na nova realidade econômica brasileira, fruto do governo Lula, as empresas estão pagando salários mais altos, há planos de carreira, mais bonificações por desempenho, promoções mais rápidas, investimentos em treinamento e cursos de aprimoramento, valorizando o profissional, seja ele de que nível for, tratando-o com a dignidade e o respeito que lhe são devidos. É uma cultura necessária e que se faz possível num país com a economia sólida, em expansão, diferente do passado bem próximo.<br />
A história tem seus caprichos. Churchill era um político decadente e derrotado, foram buscá-lo em casa para a tarefa quase impossível de defender a velha ilha do avanço do III Reich. Mandela passou grande parte de sua vida dentro de uma prisão de segurança máxima, saindo de lá para pacificar seu povo, acabar com a segregação racial e dar início ao que hoje é uma das democracias mais estáveis e uma das economias mais prósperas de nosso tempo. Quis o caprichoso destino que um operário consertasse os erros da elite, fizesse o brasileiro voltar a crer em si mesmo e em seu país, e comandar o vitorioso processo de soerguimento da economia nacional, transformando o país grande em grande Nação.</p>
<p><strong>Delúbio Soares é professor<br />
(<a href="www.delubio.com.br">www.delubio.com.br</a><br />
<a href="www.twitter.com/delubiosoares">www.twitter.com/delubiosoares</a><br />
<a href="companheirodelubio@gmail.com">companheirodelubio@gmail.com</a>)</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Valorizando quem constrói o Brasil</title>
		<link>http://www.blogdosereno.com.br/blog/2010/04/valorizando-quem-constroi-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 10:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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		<category><![CDATA[Salário Mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu já aumentei em 74% o salário mínimo e não deu inflação&#8221; Presidente Lula O salário mínimo é o máximo para dezenas de milhões de brasileiros que vivem dele. Desde que foi criado em julho de 1940, com o valor de 240 mil réis, ele é a expressão da realidade econômica da avassaladora maioria da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right">
<p align="right"><em><img class="alignleft size-full wp-image-1277" style="margin-left: 90px; margin-right: 90px;" title="Presidente Lula " src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/lula-discursando.jpg" alt="lula discursando" width="360" height="207" /></em></p>
<p align="right">
<p align="right">
<p align="right">
<p align="right">
<p align="right">
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<p align="right">
<p align="right">
<p align="right"><em>&#8220;</em><em>Eu já aumentei em 74% o salário mínimo e não deu inflação&#8221;</em><em> </em></p>
<p align="right"><strong><em>Presidente Lula</em></strong><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O salário mínimo é o máximo para dezenas de milhões de brasileiros que vivem dele. Desde que foi criado em julho de 1940, com o valor de 240 mil réis, ele é a expressão da realidade econômica da avassaladora maioria da massa trabalhadora brasileira. Bem ou mal, é dele que vivem homens e mulheres, pais e mães de família, nos centros urbanos, nas cidades do interior ou nas zonas rurais, batalhando em fábricas, no comércio, acordando antes que o sol nasça nos campos do Brasil profundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mesmo que o salário mínimo e a legislação trabalhista tenham sua origem e inspiração na Itália de Mussolini, moldadas na “Carta Del Lavoro”, promulgada em 1927 pelo regime fascista, no Brasil da República Velha, eles foram um avanço. Éramos um país onde os trabalhadores não tinham qualquer direito reconhecido, recebiam o que lhes pagava o humor ou a “caridade” do patrão, eram demitidos ou enxotados ao bel-prazer do empregador depois de anos e anos de trabalho em regime de semi-escravidão, em condições insalubres e desumanas, em condições de degradação e indignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">País multifacético, onde os contrastes convivem de forma impressionante, o Brasil registra em sua história riquíssima que o presidente Getúlio Vargas, em sua fase como ditador, instituiu o salário mínimo e garantiu os direitos iniciais para a classe trabalhadora. E, bem mais de meio século depois, ocupando a mesma presidência, só que pelo voto popular, o presidente Lula conseguiu aumentar o salário mínimo em 74% ao longo de menos de sete anos de governo, transformando a realidade dos que vivem dele e aumentando extraordinariamente a capacidade de compra das classes D e E, ou seja, a absoluta maioria da população brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os 74% de aumento no que realmente ganha a massa trabalhadora, um ganho real jamais visto no país, é coroado por uma economia estável, baseada em fundamentos sólidos, sem a ameaça do processo inflacionário e, por conseguinte, da brutal corrosão dos salários.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De 1994, lançamento do Plano Real, até a posse do presidente Lula em 2003, o Brasil foi à bancarrota três vezes. Freqüentamos, humilhados, os balcões do FMI – hoje nosso devedor, quem diria&#8230; – com o estigma de uma condução econômica desastrosa em todos os aspectos, mas, essencialmente, no que diz respeito à política salarial. Na década que precedeu à chegada do governo Lula, o salário mínino nunca foi tão mínimo: R$ 64,79 (março de 1994) e R$ 180,00 (março de 2002). Em oito anos, dentro de um panorama econômico desfavorável e com perdas contínuas para os brasileiros, a inflação subiu velozmente pelo elevador enquanto o salário subia sofrivelmente pela escada. Jamais se encontraram. Salvavam bancos quebrados torrando bilhões, mas não aumentavam os salários dos que fazem o Brasil!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A realidade do povo brasileiro mudou. O Brasil mudou por isso. A mudança de um país é a mudança de seu povo, não a mudança de um presidente ou de um partido no poder. A mudança fundamental e que a todos nos interessa é a que se vê, a que se constata, a que se testemunha, a que se presencia nas gôndolas dos supermercados lotados de consumidores e nas panelas cheias das casas simples das periferias. A mudança ocorrida no Brasil é a do salário mínimo que, ainda longe de satisfazer o que sonhamos para nossa gente, já não é mais o salário de fome e de vergonha pago no passado recente de quebradeiras e de falências, de concordatas e de desemprego.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1285" style="margin-left: 90px; margin-right: 90px;" title="Evolução do Salário Mínimo" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/Novo-Salário-interior.jpg" alt="Evolução do Salário Mínimo" width="600" height="350" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">O ganho real do salário mínimo no governo Lula é o maior da história! O poder de compra dobrasileiro é o maior em todos os tempos! A renda do brasileiro cresce 10% em média e a renda média mensal atingiu R$ 1.285 e não interrompeu tendência de ascensão social. Há produtos que o trabalhador consome nos dias de hoje, nos dias do governo Lula, e que não faziam parte de sua realidade, nem eram cogitados quando o carrinho de compras deslizava pelos supermercados do país: iogurte, creme hidratante, leite longa vida, fibras, cereais, sucos, água mineral. Coisas simples para a classe média. Coisas banais para os ricos. Sonhos para pessoas que viviam na penúria que lhes foi destinada nos anos anteriores ao governo de transformações sociais do presidente Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há dados recentes do governo Lula que mostram a razão do sucesso e o porquê do apoio que ele recebe da totalidade dos trabalhadores do país: de 1909 até 2002 foram inauguradas 140 escolas técnicas em todo o Brasil. Em menos de oito anos de governo Lula foram construídas 214 novas escolas técnicas, modernas, de excelente qualidade, todas funcionando. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, estima que o Brasil irá crescer 6% em 2010 e informa que os desembolsos do BNDES bateram recorde e chegaram a R$ 25,5 bilhões no primeiro trimestre, crescendo 37% em relação ao ano anterior, financiando o desenvolvimento, gerando mais empregos e mais riqueza.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando o salário mínimo (governos anteriores) era de R$ 200 o saco de cimento custava R$ 22. Hoje o salário é de R$ 510 e o mesmo saco de cimento custa R$ 15! Isso explica tantas casas de trabalhadores sendo reformadas, tantos “puxadinhos” trazendo conforto e alegria para essa gente humilde que constrói o pais. Com o mínimo anterior, o litro de gasolina custava R$ 2,30 a R$ 2,50. Continua custando o mesmo, mas o salário mais que dobrou, e a indústria automobilística, também, passou dos 1,5 milhão de automóveis/ano para os quase 5 milhões de novos veículos entregues em 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esse é o país das forças democráticas que venceram em 2002 as eleições mais disputadas da história. Nossos adversários criaram o “risco Lula” e o “risco Brasil” chegou à estratosfera. Hoje ele é pouco mais de 170 pontos. O dólar que chegou a mais de R$ 4,00, na especulação eleitoreira, placidamente repousa faz meses em patamares já costumeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A grande tarefa é a continuidade do governo vitorioso do Estadista Luiz Inácio Lula da Silva, garantindo as vitórias do Brasil, de seus trabalhadores, de seus empresários, o seu presente de paz e o seu futuro de grandeza.</p>
<p><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
<p><a href="http://www.delubio.com.br/" target="_blank">www.delubio.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.twitter.com/delubiosoares" target="_blank">www.twitter.com/delubiosoares</a></p>
<p><a href="mailto:companheirodelubio@gmail.com" target="_blank">companheirodelubio@gmail.com</a></p>
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		<title>Asas para os brasileiros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 09:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Delúbio Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte Aéreo]]></category>

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		<description><![CDATA[(*) Delúbio Soares “Há algo mais nos céus que os aviões de carreira” Aparício Torelly, o “Barão de Itararé” Há algo mais nos céus do Brasil que os aviões de nossas empresas aéreas. Há brasileiros que nunca haviam voado em suas vidas. Há gente que reencontra suas famílias no nordeste ou no sul, no centro-oeste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="right"><strong><em><img class="aligncenter size-full wp-image-1171" style="margin-left: 90px; margin-right: 90px;" title="Asas para os brasileiros" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/04/Asas-para-os-brasileiros.jpg" alt="Asas para os brasileiros" width="360" height="240" />(*) Delúbio Soares</em></strong></p>
<p align="right">“<em>Há algo mais nos céus que os aviões de carreira”</em></p>
<p align="right"><em>Aparício Torelly, o “Barão de Itararé”</em></p>
<p align="right">
<p style="text-align: justify;">Há algo mais nos céus do Brasil que os aviões de nossas empresas aéreas. Há brasileiros que nunca haviam voado em suas vidas. Há gente que reencontra suas famílias no nordeste ou no sul, no centro-oeste ou na amazônia. Há cidadãs e cidadãos que descobriram nos últimos sete anos o transporte aéreo como meio seguro, eficiente, rápido e barato de se locomover em nosso país e vencer suas dimensões continentais. Irmãos que não se viam desde décadas se reencontram em aeroportos abarrotados de gente alegre e emocionada. Há jatos que desligam as turbinas para abraços que se abrem em reencontros tantas vezes adiados. Pessoas humildes disputando as “janelinhas”, descobrindo o branco das nuvens, admirando a “aeromoça”, vendo a imensidão do azul e não escondendo a lágrima que cai na emoção do primeiro vôo. Há menos malas Louis Vuitton a bordo e mais sacolas de viagem e mochilas surradas. Há povo voando.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas voar no Brasil foi um luxo. Somente uma pequeníssima parcela da população, o que os sociólogos costumam chamar de “o topo da pirâmide social”, guardava para si o que se convertera em luxo e era inacessível tanto à grande massa trabalhadora quanto à classe média. Longe de exercer um papel de integração nacional – coisa que o Correio Aéreo Nacional, incentivado pelo brigadeiro Eduardo Gomes e com o pioneirismo dos extraordinários pilotos da nossa FAB, já havia iniciado nos primórdios dos anos 30 – a aviação comercial brasileira tornou-se um instrumento de segregação social, de tirania econômica e de atraso.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal situação se afunilou após o golpe de 64, quando a saudosa Panair do Brasil – essa, sim, empresa pioneira e inovadora, com grandes serviços prestados à integração nacional e ao Brasil – foi sacrificada em favor da Varig, mancomunada com a ditadura que se instalava, e o monopólio nas rotas internacionais foi estabelecido da noite para o dia, tornando uma simples viagem ao exterior em aventura milionária para qualquer cidadão brasileiro. Foram quase três décadas de absoluta reserva de mercado, até que outras empresas aéreas nacionais puderam voar para o exterior, barateando as passagens e, enfim, abrindo as portas do restante do mundo para milhões de pequenos empresários, estudantes, profissionais liberais, famílias inteiras, turistas, que haviam se tornado vítimas e prisioneiras de odioso monopólio com contornos de segregação social e, também, de exploração econômica nas altíssimas tarifas praticadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje isso mudou. Mudou muito. Mudou demais. Há novas empresas, de novos e modernos empresários que apostam num mercado onde se ganha na escala, ou seja, quanto mais pessoas voarem maior será o ganho de suas companhias.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, não por acaso os anos do governo Lula, surgiram diversas novas companhias aéreas, de vários perfis, atuando em todas as regiões de nosso país, oferecendo serviços de toda ordem para milhões de passageiros que são agregados a cada ano ao transporte aéreo. E, o avião, luxo dos ricos nos governos recentes, hoje é ferramenta do desenvolvimento nacional e transporte usual da cidadania.</p>
<p style="text-align: justify;">Há números eloqüentes. No mês de fevereiro passado, para desespero dos que fazem oposição ao governo Lula e para alegria dos que apostam no futuro do Brasil, o movimento de passageiros em nossas empresas aéreas cresceu “apenas” 43% em relação ao mesmo mês do ano anterior! Países como a Alemanha, Canadá e Estados Unidos não apresentaram crescimento assim no tráfego aéreo…</p>
<p style="text-align: justify;">A monopolista Varig, que transformava simples viagem ao exterior em caríssima aventura para poucos aquinhoados, já não existe. Mas alguns empresários de muito boa qualidade, modernos, audaciosos, com responsabilidade social e ampla visão de futuro, estão transformando a aviação comercial brasileira em autêntico instrumento de integração nacional e de desenvolvimento econômico. Novas empresas surgiram e avançam ajudando a ampliar o mercado e transformar para melhor a realidade do transporte aéreo. A Trip, de Campinas, apresentou 90% de crescimento na demanda; a carioca Webjet, cresceu 142%; a Passaredo, nascida em Ribeirão Preto, 190%; a Azul, voando com jatos fabricados pela Embraer e consagrados em todo o mundo, 336%. Mesmo as grandes, como a TAM, líder de mercado, cresceu 21,7%, e a GOL, pioneira na aviação de baixo custo e que vem logo em seguida, apresentou expressivo crescimento de 47,9% no período. Poderia substituir todos esses nomes e números por apenas uma frase: o governo Lula possibilitou que o povo brasileiro voasse massivamente pela primeira vez.</p>
<p style="text-align: justify;">A distribuição de renda e a justiça social chegaram à aviação comercial brasileira. As empresas aéreas descobriram o povo. O povo brasileiro sempre quis, mas somente agora pode voar. Tudo isso é obra do governo do presidente Lula. Enquanto governos anteriores gastaram fortunas subsidiando o transporte aéreo para os ricos, salvando empresas elitistas e quebradas, descomprometidas com a integração e o desenvolvimento nacionais, o governo Lula democratiza esse meio de transporte e investe pesadamente na infra-estrutura aeroportuária para dotar o país de terminais de passageiros e de cargas que façam frente à crescente demanda e aos desafios do futuro como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muito a ser feito. Temos menos cidades servidas por transporte aéreo do que em 1960! É preciso que as pequenas empresas regionais possam operar em mais e mais localidades interioranas, ligando-as aos pólos de desenvolvimento regional e aos grandes centros urbanos. Não se pode permitir qualquer tipo de reserva de mercado, monopólio ou duopólio, além de incentivar a concorrência e possibilitar que as novas empresas voem em todos os aeroportos, de todas as cidades, fomentando a concorrência e barateando as tarifas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossos aeroportos centrais, como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o de Congonhas, em São Paulo, sempre estarão carecendo de mais investimentos porquanto o crescimento de tráfego continue na velocidade dos dias de hoje. Há capitais como Goiânia, uma das que mais crescem em todo o país, com intenso movimento de passageiros e de carga, com instalações muito aquém de suas necessidades e urgência na construção de novo terminal de passageiros, dotando-a de condições de receber, inclusive, vôos internacionais. Todavia, com todos os senões, a aviação brasileira vai muito bem, e o povo é o seu grande usuário.</p>
<p style="text-align: justify;">No domingo passado, em histórica entrevista à Rede Bandeirantes de Televisão, o presidente Lula respondeu de forma respeitosa, tranqüila, elevada e, mais que tudo, com extremo conhecimento de causa sobre todos os temas de nossa atualidade, discorrendo com segurança sobre as questões que lhe foram colocadas diretamente por alguns dos jornalistas mais experientes do país – e todos eles, é bom salientar, sem nenhuma simpatia pelo presidente ou pelo seu governo. Lula, entre as conquistas do povo brasileiro em seu vitorioso governo, lembrou o acesso das camadas mais humildes da população à aviação comercial. E estava coberto de razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dizia o inesquecível Aparício Torelly, o “Barão de Itararé”, primeiro grande humorista e critico de costumes no início do século passado: “Há algo mais nos céus do Brasil que os aviões de carreira”. Há, sim, eu vos digo: é nosso povo que cumpre seu destino de voar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><a style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" href="http://twitter.com/comdelubio"><strong><em>Siga o Companheiro Delúbio do Twitter</em></strong></a></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em><a style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" href="http://dm.com.br/">Diário da Manhã</a><br />
</em></strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><a style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" href="http://180graus.brasilportais.com.br/"><strong><em>Portal 18o graus</em></strong></a></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em><a style="margin: 0px; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; color: #bc3f3f; text-decoration: underline;" href="http://www.jornalpaginaaberta.com.br/">Jornal Página Aberta</a></em></strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 1.5em; padding: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 12px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; line-height: 1.75em;"><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
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		<title>Israel, uma estrela nos guia e nos une</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 17:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Delúbio Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Semana]]></category>
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		<description><![CDATA[Já faz três décadas que fundamos um partido e escolhemos uma estrela como sua marca. Ela simbolizava – e simboliza – o pensamento de generosidade humana, de esperança, de democracia. Nascia o PT e surgia Lula, o seu líder. Hoje ele é o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Gueto-de-Varsóvia3.jpg"><img class="aligncenter" style="margin-right: 220px; margin-left: 220px;" title="Gueto de Varsóvia" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Gueto-de-Varsóvia3-300x213.jpg" alt="Gueto de Varsóvia" width="300" height="213" /></a></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">(*) Delúbio Soares</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das imagens mais fortes que trago na memória, pela dureza do instante ou por retratar um tempo que jamais poderemos esquecer, é a do menino judeu com os braços levantados no Gueto de Varsóvia, ao lado da mãe e de seus familiares, sob a mira das metralhadoras da Gestapo.</p>
<p style="text-align: justify;">Era professor em Goiânia, nos anos 70, e me deparei com a foto histórica em livro sobre a segunda guerra mundial. A visão daquele pequeno menino, que não vertia uma lágrima e parecia um Davi diante dos Golias do III Reich, jamais saiu de minha memória&#8230; Não deixou registrado em cadernos escolares o seu depoimento como Anne Frank, nem sequer sabemos  seu nome. Mas seu olhar profundo, suas mãos abertas levantadas, os braços erguidos de um menino de seis, sete anos de idade, não mais que isso, colocado num transe brutal, é de serenidade pungente e trágica, absolutamente inesquecível. Terá sobrevivido ao holocausto? Terá tido sacrificada sua infância ao lado da família diante da brutalidade de um regime demoníaco? Não tenho a menor idéia, mas confesso que a imagem faz parte de minha consciência política e do horror que professo às injustiças, ao radicalismo, à ausência de diálogo e de fraternidade entre as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já dei todas as provas ao longo de minha vida pessoal, de minha militância política e sindical, do apreço que tenho ao povo palestino e minha defesa de seu inegável direito à sua autodeterminação, à existência soberana de seu Estado e, especialmente, o seu direito à vida com dignidade e paz. Por isso mesmo, posso declarar, pela primeira vez, minha admiração pessoal e meu respeito pelo povo judeu e sua história, tão parecida com a dos palestinos, no sofrimento, na determinação e na luta por sua terra.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-em-visita-ao-Museu-do-Holocausto.jpg"><img class="alignright" title="Lula em visita ao Museu do Holocausto - Ricardo Stuckert - Presidência da República" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Lula-em-visita-ao-Museu-do-Holocausto-300x199.jpg" alt="Lula em visita ao Museu do Holocausto - Ricardo Stuckert - Presidência da República" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A visita que o presidente Lula empreende ao Estado de Israel, aos territórios palestinos e à Jordânia, é de singular importância histórica. Mas, no caso de Israel, ela é de transcendental significação. Foi em Assembléia das Nações Unidas, presidida por um invulgar estadista brasileiro, o gaúcho Osvaldo Aranha, que se reconheceu ao povo judeu o direito à sua pátria depois de séculos de perseguições e sofrimentos. E os judeus, exercitando uma de suas mais reconhecidas virtudes, a da gratidão, jamais esqueceram os esforços de Aranha e o reverenciam até os dias de hoje emprestando o seu nome a kibutz, bosque e logradouros públicos em Israel. E agora, em quase sete décadas de existência do Estado judeu, outro estadista, o presidente Lula, torna-se o primeiro presidente a visitar nossos irmãos israelenses. Uma pergunta se impõe, sem circunlóquios e com crua objetividade: os seus muitos antecessores não o fizeram por qual motivo? Desconheciam que a colônia judaica é de grande importância na formação social, econômica, política e cultural do Brasil? Não sabiam que Israel e o Brasil sempre mantiveram parceria comercial das mais fluídas e prósperas? Ninguém lhes disse que nossos povos são irmãos?</p>
<p style="text-align: justify;">O fundamental da visita do presidente Lula ao Estado de Israel precisa ser ressaltado: o primeiro presidente brasileiro a visitar o Estado judeu, a reconhecer de fato a Nação democrática, o bom parceiro comercial, o povo guerreiro que luta pelo direito à sua existência e à paz. Os que o criticam por detalhes não criticaram o regime militar, por exemplo, quando no governo do general Ernesto Geisel o Brasil na Assembléia Geral da ONU – aquela em  que Osvaldo Aranha assinou a “certidão de nascimento” de Israel, diante das lágrimas emocionadas de Ben Gurion, de Golda Meir e outras figuras excepcionais da história do povo hebreu &#8211; votou contra o sionismo, ao lado de outros poucos países. Não podemos nos perder nas filigranas quando vivemos um momento histórico para nossos povos. Impeçamos que interesses inconfessáveis nublem o singular evento da primeira visita de um mandatário brasileiro aquele país. Isso, sim, é o que importa e interessa. O mais é nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Orgulho-me dos amigos judeus que fiz ao longo da vida. São impecáveis, corretos e firmes em suas demonstrações de solidariedade. Na fundação do PT, na formação da CUT, no decorrer da vida pessoal e no magistério tive a oportunidade de travar relacionamento e solidificar laços de amizade. Deles muito me orgulho.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Foto-Oficial-do-Governador-Jaques-Wagner.jpg"><img title=" Governador Jaques Wagner" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Foto-Oficial-do-Governador-Jaques-Wagner.jpg" alt=" Governador Jaques Wagner" width="193" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os judeus fazem parte da história do Brasil. Leon Feffer, Miguel Lafer, Maurício, Salomão e Hessel Klabin iniciaram a indústria do papel e da celulose em nosso país. Mendel Steinbruch, empresário de larga visão, modernizou a indústria têxtil. O inesquecível José Mindlin, um dos grandes intelectuais de nosso tempo, imortal da Academia Brasileira de Letras, amante dos livros e empresário progressista, se recusou a financiar a operação OBAN e a tortura aos presos políticos no auge da ditadura militar. Horácio Lafer, competente ministro da fazenda de Juscelino Kubistschek em um dos melhores momentos de nossa vida econômica. Isso sem falar em artistas, em escritores, em filantropos, em cientistas, em músicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O PT elegeu o primeiro judeu a governar um Estado brasileiro. Na velha e secular Bahia, Jacques Wagner realiza um governo com a marca do trabalho, da perseverança e da fé. Ele enfrentou a descrença, o atraso e o coronelismo.  E venceu. Sua eleição foi paradigmática, representou uma revolução na histórica política e social da velha e querida Bahia. Antes de ser governador, Jacques foi líder da bancada na Câmara dos Deputados e Ministro do governo Lula. Trata-se de um brasileiro que se orgulha de sua origem judáica, e que a nós, brasileiros, nós orgulha por ter essa origem e por governar um de nossos mais importantes Estados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Yasser-Arafat.jpg"><img class="alignright" title="Yasser Arafat" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/Yasser-Arafat-224x300.jpg" alt="Yasser Arafat" width="224" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Torço pela paz no Oriente Médio. Tenho certeza de que a visita do presidente Lula contribuirá em muito para o avanço desse processo. Não podemos negar a nenhum dos povos envolvidos no conflito o direito à existência de suas Pátrias. Partindo da premissa de que o Estado judeu e o Estado palestino são duas realidades irremovíveis, os detalhes serão discutidos e adequados.</p>
<p style="text-align: justify;">Já faz três décadas que fundamos um partido e escolhemos uma estrela como sua marca. Ela simbolizava – e simboliza – o pensamento de generosidade humana, de esperança, de democracia. Nascia o PT e surgia Lula, o seu líder. Hoje ele é o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Já lá se vão quase sete décadas que um povo culto e talentoso, de invulgar coragem e impressionante disposição para o trabalho, colocou fim ao sofrimento de um exílio milenar e voltou à terra prometida. A mão de um estadista brasileiro bateu o martelo que decretou o nascimento do Estado de Israel. Os judeus optaram pela democracia e foram fiéis a ela. E escolheram, como símbolo de sua Pátria, a estrela estampada em sua bandeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma estrela guiou os três reis magos. Uma estrela iluminou o Rei Davi, símbolo dos pequenos e dos humildes que vencem os poderosos e os arrogantes. Nada disso foi por acaso. Há sempre uma estrela a nos guiar e a nos unir. Shalom!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p>(*) Delúbio Soares é professor<br />
Artigo publicado originalmente no Diário da Manhã no dia 18 de Março de 2010</p>
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