Os grandes artistas permanecem. Passam anos e séculos e as obras permanecem intactas, sendo redescobertas de tempos em tempos. Essas obras têm sempre um lugar guardado e nunca deixaram de ser apreciadas. De uma maneira muito recente, considerando seu surgimento em meados do século passado. Dentro desse contexto – de que o que é bom permanece – chamo a atenção para o livro, lançado recentemente, composto por letras de Lou Reed.
Garantir o acesso e o desenvolvimento das manifestações culturais. Essas são apenas duas atribuições do Estado no que diz respeito às questões da cultura de um país. Se formos observar uma nação tão ampla e tão diversa como a nossa, esses deveres vãos muito além, porque temos que garantir também o status de união sem, no entanto, passar por cima da identidade de cada um desses pontos.
Enquanto a economia patinava nos anos 1980. Enquanto ainda começávamos a nos reacostumar com a tal liberdade, a juventude brasileira começa a experimentar. Eram os anos do rock, das bandas de Brasília, São Paulo. No Rio de Janeiro, nascia o Barão Vermelho liderado por um garoto da zona sul, que trazia “todo amor que houver nessa vida” em suas letras. Era Cazuza, com sua poesia do samba e sua cadência do blues.
Em um belo momento de sincretismo e convergência o Blog do Sereno prestigiou o batismo da escola de samba Unidos de 24 de Maio, em Petrópolis. Baseado no ritual religioso, o batismo é uma tradição entre as escolas de samba e velhas guardas e tem como objetivo a aproximação entre duas agremiações que vão, sobretudo, trocar experiências.
Na manhã desta sexta-feira o mundo ficou mais pobre de palavras e de poesias com a morte do escritor português José Saramago. Vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago era daqueles raros escritores que lançavam mão da fantasia mas, ao mesmo tempo não se privava de ser engajado e sempre atento às injustiças e desigualdade, além do conservadorismo da igreja.
A mais recente incursão do cineasta Tim Burton, Alice no Pais das Maravilhas, acaba de superar a marca de U$$ 1 bilhão. Mas por traz da cifra que só perde para duas obras de James Cameron (Titanic e Avatar) existe um mundo fantástico de sonho concebido pelo escritor inglês Lewis Carroll, publicado pela primeira vez em 1865.
Um povo que lê é um povo que é mais criativo, tem mais capacidade de criação e, sobretudo, tem um senso critico mais apurado. Os ganhos na educação brasileira são muitos e já começam a render frutos. Mais um passo importante foi dado pelo presidente Lula ao sancionar, hoje (25) a lei que prevê a obrigatoriedade de biblioteca em todas as escolas públicas ou particulares. O acervo deverá ser de, no mínimo, um livro por aluno.
Se tivesse sido escrita no século XX, certamente , Romeu e Julieta, de William Sheakespeare, seria um ícone pop. Não que ela não seja, mesmo quase 500 anos depois da sua primeira publicação. Sua história já foi amplamente adaptada para o teatro, o cinema, a música – do lírico ao rock – e até em história em quadrinhos. A história de amor entre os filhos dos Capuleto e Montecchio, ainda é hoje a melhor ou a mais conhecida história de amor.
Um pouco de imaginação e um tapete mágico são suficientes para conhecer o exotismo do Oriente. A dica de leitura deste final de semana é a compilação de contos fantásticos Mil e Uma Noites – sem autor definido. Estima-se que a história tenha sido escritas entre os séculos VIII e XV, sendo compilados nesse último.
Assombrado pelo fantasma Heath Ledger (morto em janeiro de 2008), chega às salas de cinema do Rio de Janeiro e São Paulo “ O mundo imaginário do Fr. Paranassus”, do ex- Monty Paython Terry Gilliam. A história se desenrola a partir do pacto entre o artista mambembe Dr. Parnasus (Christopher Plummer) que pela imortalidade deverá entregar ao Mr. Nick (vivido pelo músico Tom Waits) – que na verdade é o próprio diabo -, sua filha aos 16 anos.