Delúbio Soares

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Eleições: subir o nível do povo

Há uma excelente geração de novos dirigentes latino-americanos surgidos nos últimos anos e que vem operando transformações importantes na América Latina. Eles precisam ser vistos para muito além da ótica restritiva da questão ideológica, sendo aquilatados por seus feitos administrativos e pela devoção à vida pública. E a história corre célere no jovem continente cheio de riquezas naturais, povoado por centenas de milhões de pessoas produtivas e conscientes, ávido de recuperar o tempo perdido e assumir o lugar que o aguarda no cenário mundial.

Encontro com a história

O Brasil tem encontros memoráveis com sua história. O desenvolvimento dá saltos pelas mãos de homens destemidos, de visionários muitas vezes incompreendidos, de líderes comprometidos com o desenvolvimento do país e a evolução social, política e econômica de nosso povo. A mesmice não escreve história, não marca tentos, não será lembrada pelas gerações futuras nem marcará a posteridade. Os que ousam, mesmo que sofram enfrentamentos e injustiças, são os que constroem e edificam para o porvir.

DEMOCRACIA, NOSSO BEM MAIOR

Na definição milenar, democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo. Desde a Grécia antiga, quando em praça pública os cidadãos se reuniam para debater os problemas da cidade e traçar seu destino, ela tem prevalecido como a mais refinada e ao mesmo tempo, paradoxalmente, a mais simples das formas de governo. Talvez aí esteja, em sua sutil equação, o mistério da longevidade do melhor dos regimes políticos concebidos pelo homem.

PETROBRÁS, RETRATO DO BRASIL VITORIOSO

Os brasileiros construíram ao longo de mais de meio século uma das maiores empresas do mundo. Em verdade, foi bem mais que isso. Nosso povo acreditou em seu próprio país, recusando-se a aceitar a balela de que estaria fadado a uma eterna dependência externa, buscando sua auto-suficiência energética em nosso riquíssimo território. Hoje aquele entusiasmo cívico, impulsionado por um misto de teimosia juvenil com coragem desassombrada, que tomou as ruas, encheu praças, levantou os quartéis e as universidades ao mesmo tempo, uniu civis e militares, mostrou a face nacionalista de nossa gente, é traduzida em realização, trabalho e sucesso.

EMBRAER, ORGULHO DOS BRASILEIROS

Poucos países conseguiram firmar indústrias aeronáuticas sólidas e prósperas. Vários foram os experimentos e projetos, dezenas as indústrias de várias nacionalidades que lançaram aeronaves civis e militares de diferentes tipos ao longo das últimas cinco décadas. Hoje, após o desaparecimento de muitas delas, poucas indústrias aeronáuticas sobreviveram, e três se destacam no cenário mundial: a norte-americana Boeing, a franco-germana Airbus e, para nosso orgulho, a brasileiríssima Embraer.

A Copa é Nossa

A realização da Copa de 2014 em nosso país será um verdadeiro divisor de águas em nossa história, em diversos setores, especialmente no econômico e no social. Trata-se de oportunidade ímpar de consolidação do Brasil como potência emergente e como Nação que se impõe aos olhos de todo o restante do cenário internacional.

Cerrado, grande riqueza do Brasil

O Brasil demorou muito a olhar para o cerrado e enxergar nele toda sua riqueza e potencial. Ele se distribui por uma área impressionante, por vários Estados, dominando boa parte de nosso território nacional, mas somente em meados do século passado os brasileiros o trataram com o respeito merecido.

O Br@sil e a Cidadania Digit@l

O futuro já chegou a dezenas de milhões de lares em nosso país. Mais de 73 milhões de brasileiros acessam o mundo e o futuro com toques nas teclas de seus computadores, vencendo a distância que os separava da informação, do saber, da cultura, do planejamento, das artes, da economia, da diversão. A inclusão digital é uma realidade e ela vem mudando a vida das pessoas.

Uma herança bendita

Há várias maneiras de se promover transformações profundas na história de um país e na vida de seu povo. O Brasil já experimentou várias delas. Creio, mesmo, que já passamos por todos os experimentos institucionais, desde o rompimento de Pedro I com a coroa portuguesa, passando pela queda da monarquia e a proclamação da República. Purgamos as eleições a bico-de-pena e seus governos ilegítimos na República Velha e assistimos a revolução de 30 promovida pela Aliança Liberal e os quinze anos de Getúlio no Catete, marcados tanto por profundas e benéficas mudanças sociais quanto pelo autoritarismo político.

Crescimento seguro e sustentável

Delúbio Soares (*)
Desde o início da crise econômica mundial, vários economistas traçaram um quadro tenebroso para o país, acompanhados por alguns comentaristas econômicos e com a indisfarçável torcida da oposição. Ao contrário desse pessimismo, o presidente Lula analisou a crise como uma oportunidade: um salto de desenvolvimento para o país estava por vir. Anteviu a famosa “marolinha”, diante de uma enxurrada de críticas e até de ofensas. Nosso presidente reafirmou que o Brasil, país de gente trabalhadora e acostumada a enfrentar desafios, não iria sucumbir à onda negativa desses analistas e que a crise que atingiu todo o mundo não iria provocar grandes danos ao Brasil e sua economia.

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