Delúbio Soares

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CAMPEI!

Um dos acontecimentos mais marcantes da década passada e, seguramente, dos mais importantes da entrada do século XXI, foi protagonizado por duas grandes Nações: Brasil e China. Dois Estadistas visionários conduziram com segurança, discernimento e competência os rumos de suas economias, balizando o papel fundamental que elas desempenhariam nas décadas seguintes no contexto internacional e aproximaram de forma irreversível os seus destinos. Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, não perderam a chance de dar os passos iniciais para que pudéssemos viver o excelente momento em nossas relações bilaterais.

Uma mulher à frente do seu tempo

Fernando Pessoa de vez em quando também era Ricardo Reis, Álvaro de Campos ou Alberto Caeiro, seus eternizados “heterônimos”. E eles assinam alguns de seus melhores poemas, sonetos e textos de sua vasta e genial produção intelectual. Ao contrário do grande poeta português, a goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto, nascida em 1889, resolveu ser, ela mesma, a sua grande personagem, viver intensamente o imenso papel que a vida lhe destinava: antes de completar seus quinze anos já era Cora Coralina, nome que Goiás, o Brasil, a poesia e o reconhecimento público consagrariam.

CENTRO-OESTE, SEM TEMPO A PERDER

Até bem pouco tempo atrás – e essa é a constatação a que estamos chegando – o Brasil não conhecia o Brasil. Estávamos circunscritos ao “sul maravilha”, suas riquezas e o desenvolvimento que já vinha do Império. Por “sul” entenda-se a região geográfica do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. As demais regiões do país, com as exceções de praxe, confirmavam a regra, entregues à sua própria sorte, com alguns bolsões medianos de progresso e duas ou três capitais importantes do Nordeste. E só.

Lélia Abramo, atriz do povo

Lélia Abramo, uma das mais admiráveis atrizes brasileiras de todos os tempos, faria 100 anos em 8 de fevereiro. Deixou-nos em abril de 2004, depois de uma existência profícua vivida intensamente, com profundo amor aos semelhantes e crença inabalável em um mundo melhor e uma sociedade mais justa, solidária e feliz. Filha de imigrantes italianos, Lélia nasceu em São Paulo e foi viver na Itália entre 1938 e 1950. Lá conheceu de perto os horrores do fascismo e a miséria da guerra. Irmã de dois de nossos maiores jornalistas, Cláudio (o maior de sua geração) e Perseu (meu companheiro petista), e de Livio, renomado artista plástico, desde muito cedo ela respirou arte e política, colocando a vida a serviço de suas idéias generosas.

Banzai!

Que a tragédia de Fukushima seja a última na história do Japão. Assim Deus permita e essa é a nossa torcida. Aquele país extraordinário conjuga virtudes e qualidades invejáveis: a cultura milenar alicerça tradições de um povo que se tornou conhecido e respeitado pelo talento empreendedor, a capacidade de trabalho e a qualidade em tudo o que realiza. O nome Japão é sinônimo de grandeza e trabalho.

Democracia, essa raiz profunda

baiano Otávio Mangabeira foi um dos maiores brasileiros de todos os tempos, um cultor da liberdade e dos valores da cidadania. Ainda jovem, foi chanceler na República Velha e impressionou o país com seu talento e competência. O Estado Novo, em 1937, o levou ao exílio. Voltando em 1945, Mangabeira foi eleito governador de sua terra e realizou uma excelente administração, que investiu na educação como nunca antes qualquer outro governo. Era um otimista nato, mas sempre se referia à democracia no Brasil como “essa plantinha tenra”.

CARNAVAL, O BRASIL NA AVENIDA

az poucos dias, mortificado, assisti pelos telejornais as labaredas de um incêndio que consumiu diversos barracões de várias escolas de samba no Rio de Janeiro. Carros alegóricos e fantasias, os destaques de várias alas, as gigantescas figuras de luz e de sonho que encantam milhões de brasileiros e bilhões de pessoas ao redor do mundo, que pelo milagre da TV e da Internet acompanham a mais bela festa do planeta, foram destruídas pelo fogo em minutos apenas. Na antevéspera do reinado de momo, as cinzas se tornaram uma cruel e terrível realidade.

Educação, o melhor investimento

Aeroportos, trem-bala e ferrovias, portos, rodovias, usinas hidrelétricas e grandes obras de infra-estrutura. Há muito sendo feito e muito por fazer. São os investimentos que o país reclama permanentemente e se fazem indispensáveis para a continuidade de nosso processo desenvolvimentista. Quanto mais são feitos, mais se fazem necessários, em maior número, ao longo dos anos. Consomem bilhões, anos de trabalho, largo planejamento e decisão política. Mas, certamente, pouco ou nada são se comparados ao grande investimento que um país deve, diuturna e obrigatoriamente, fazer: a educação.

Um homem chamado diálogo

O Brasil é outro país, absolutamente diverso daquele que o presidente Lula herdou em 2003. Oito anos depois do duro início de governo, onde Lula e sua equipe assumiam uma massa falida advinda de três quebradeiras, enorme descrédito internacional, impressionante ausência de auto-estima de nossa gente e de generalizada desconfiança no país.

Uma indústria chamada Brasil

O crescimento industrial brasileiro nos últimos oito anos assume proporções impressionantes. Não só as indústrias estabelecidas se fortaleceram com a expansão de seus mercados de atuação, o lançamento de novos produtos e a contratação de milhões de novos trabalhadores, como, especialmente, reafirmamos a vocação de empreendedorismo e de permanente inovação de nossos industriais.

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