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	<title>Blog do Marcelo Sereno &#187; Brasil</title>
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		<title>FGV: comércio brasileiro vive momento de pleno emprego</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 13:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Comércio]]></category>
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		<description><![CDATA[O comércio brasileiro está vivendo um momento de pleno emprego, disse à Agência Brasil o professor de varejo da Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá. “Pela primeira vez, às vésperas do Natal, de cada dez lojas você tem uma que ainda não conseguiu completar o quadro de funcionários. Isso se repete no Brasil inteiro. Há dificuldade de contratar”, acrescentou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/emprego-mercado1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5041" title="C" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/emprego-mercado1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>O comércio brasileiro está vivendo um momento de pleno emprego, disse à <strong>Agência Brasil</strong> o professor de varejo da Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá. “Pela primeira vez, às vésperas do Natal, de cada dez lojas você tem uma que ainda não conseguiu completar o quadro de funcionários. Isso se repete no Brasil inteiro. Há dificuldade de contratar”, acrescentou.</p>
<p>Segundo o economista, isso ocorre devido à alta demanda da economia e à resistência das empresas na questão do aumento dos salários. “Você tem um controle forte da inflação, o dinheiro está difícil. Muitas empresas vão enfrentar dificuldades. Vão ficar com falta de produtos antes do Natal, porque estão trabalhando com estoques baixos devido ao alto custo financeiro”.</p>
<p>Daniel Plá avaliou que as medidas de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foram anunciadas pelo governo no momento certo, devem  ajudar o setor, “mas vieram muito em cima da hora”.</p>
<p>Em função da demanda, os salários dos funcionários temporários do comércio varejista aumentaram  até 30%, disse. Ao mesmo tempo em que a briga pelos temporários  é positiva, também mostra um lado preocupante, advertiu Plá. “Porque muita gente larga um emprego fixo, força às vezes uma demissão para receber o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) mais 40%, entra no emprego temporário acreditando que depois vai ser efetivado, mas não é bem assim. Aí, você passa a ter uma situação dramática, que se repete todos os anos, porque de cada três temporários, apenas um é efetivado”.</p>
<p>Para os  contratados temporariamente, o valor médio pago no Natal chega a dois salários mínimos. Entre os comerciários cujos empregos são fixos, a média é um salário mínimo mais benefícios e/ou comissão. Os bons vendedores chegam a receber até quatro salários, informou.</p>
<p>Na média, a expectativa do especialista da FGV é que o comércio nacional experimentará este ano um crescimento real, isto é, descontada a inflação,  em torno de 2%. Isso significa que alguns comerciantes vão ter queda no faturamento, sobretudo aqueles cujas vendas são direcionadas às classes média média e média alta.</p>
<p>De acordo com o economista, esses comerciantes estão perdendo competitividade em razão do número crescente de brasileiros que viajam para o exterior nesta época do ano e fazem suas compras fora do país. “Isso está atrapalhando o setor da moda, em especial, e o segmento de produtos mais sofisticados”.</p>
<p>Em contrapartida,  a nova classe média, formada por boa parcela oriunda das classes D e E, está consumindo muito e impulsionando as vendas no período.A expectativa é de incremento ainda maior em função do décimo terceiro salário, “quando sobra renda. É um grande <em>boom </em>(explosão)”. Daniel Plá assegurou que os comerciantes cujos produtos atendem especificamente a esses consumidores estão batendo o recorde de vendas dos últimos dez anos.  “Esses varejistas estão investindo pesado em produtos para atingir esse consumidor”, completou.</p>
<p>Fonte: <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-19/fgv-comercio-brasileiro-vive-momento-de-pleno-emprego">Agência Brasil</a></p>
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		<title>Investimentos estrangeiros no Brasil quadruplicam em 5 anos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 13:17:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>

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		<description><![CDATA[O investimento estrangeiro direto acumulado no Brasil se multiplicou por quatro em cinco anos, passando de US$ 162,8 bilhões em 2005 para US$ 660,5 bilhões em 2010]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/investimento-estrangeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-5023 alignleft" title="investimento-estrangeiro" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/investimento-estrangeiro-272x300.jpg" alt="" width="272" height="300" /></a><br />
O investimento estrangeiro direto acumulado no Brasil se multiplicou por quatro em cinco anos, passando de US$ 162,8 bilhões em 2005 para US$ 660,5 bilhões em 2010</p>
<p>A informação foi divulgada nesta quinta-feira o Banco Central, no detalhamento do Censo de Capitais Estrangeiros no país. Em termos percentuais, isso equivale a um crescimento de 306%.</p>
<p>Excluídos da conta os empréstimos internos entre matrizes e filiais de uma mesma empresa, o aumento dos investimentos foi de 256%. Esse cálculo foi computado pela primeira vez e chega a US$ 80,9 bilhões.</p>
<p>Por países, os maiores investidores no Brasil são os Estados Unidos, com acumulado de US$ 104,7 bilhões, Espanha, com US$ 85,3 bilhões, e Bélgica, com US$ 50,4 bilhões.</p>
<p>Com relação aos setores, 16,9% do investimento estrangeiro se concentra nos bancos e serviços financeiros, com montante de US$ 98,1 bilhões.</p>
<p>O segundo setor foi o de bebidas, com US$ 52,2 bilhões (9%), seguido pelo petróleo, com US$ 49,4 bilhões (8,5%) e telecomunicações, com US$ 40,6 bilhões (7%).</p>
<p>O Brasil vai registrar cerca de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em 2011, apontam os cálculos mais recentes do Banco Central.</p>
<p>Fonte: Uol Notícias</p>
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		<title>Nem em tempos de crise o Brasil para de crescer</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[No passado as páginas dos jornais noticiavam as crises da economia brasileira e a necessidade de financiamento externo do país, mas hoje quando abrimos os mesmo jornais vemos estampado nas páginas que os salários no Brasil estão melhores que os da Europa para algumas categorias. Isso é resultado de uma política de valorização do mercado interno e de diversificação da pauta exportadora conduzidas pelo presidente Lula e agora pela presidenta Dilma, que garantem ao Brasil a segurança para passar por uma nova crise econômica mundial sem grandes problemas. Se antes pedíamos dinheiro ao FMI, agora é o próprio Fundo Monetário Internacional que vem ao Brasil e nos diz que devemos emprestar para salvar as economias ameaçadas.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/economia.jpg"><img src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/economia-300x240.jpg" alt="" title="economia" width="300" height="240" class="aligncenter size-medium wp-image-4932" /></a></p>
<p>No passado as páginas dos jornais noticiavam as crises da economia brasileira e a necessidade de financiamento externo do país, mas hoje quando abrimos os mesmo jornais vemos estampado nas páginas que os salários no Brasil estão melhores que os da Europa para algumas categorias. Isso é resultado de uma política de valorização do mercado interno e de diversificação da pauta exportadora conduzidas pelo presidente Lula e agora pela presidenta Dilma, que garantem ao Brasil a segurança para passar por uma nova crise econômica mundial sem grandes problemas. Se antes pedíamos dinheiro ao FMI, agora é o próprio Fundo Monetário Internacional que vem ao Brasil e nos diz que devemos emprestar para salvar as economias ameaçadas.</p>
<p>A segurança brasileira está baseada em pilares fortes, como o fortalecimento do mercado interno que garante a economia em constante circulação e aquecimento. Diante de possíveis problemas, a presidente Dilma se antecipou e anunciou diversas medidas para incentivar a nossa economia e manter o mercado aquecido. Essa receita, que foi eficiente durante a crise de 2008, deve garantir que o mercado brasileiro seja preservado frente aos problemas mundiais.</p>
<p>Alguns impostos sofrerão cortes e, consequentemente, os preços de alguns produtos serão alterados e o crédito se tornará mais barato. Tomemos como exemplo a seguinte situação: em uma concessionária, no financiamento de R$ 25 mil, o consumidor pagava R$ 750 de imposto sobre operações de crédito (IOF). Com o corte anunciado pelo governo, o atributo sofrerá uma diminuição de 2,5% a 3% ao ano e o consumidor vai pagar apenas R$ 625. Os que tiverem interesse em comprar geladeiras e/ou lava roupas também serão beneficiados. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) esses produtos terão uma queda de preços enorme. Na cidade de Campo Grande (MS), uma lavadora de roupas de 10 quilos teve seu preço reduzido de R$ 1.199 para R$ 890 (-25,77). </p>
<p>Além de aquecer nossa economia, essas medidas farão com que a indústria trabalhe mais e gere mais empregos. Em uma declaração recente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil não vai apenas passar pela crise como irá crescer.</p>
<p>“Nós estamos tomando medidas que vão manter a economia brasileira funcionando bem, crescendo a taxas muito superiores às taxas da maioria dos países. Esse ano uma desaceleração e, agora, estamos dando uma aquecida na economia. De modo que possamos entrar em 2012 com a economia acelerando. Vamos ter um 2012 com crescimento alto: 4,5%, 5%, mesmo com a crise internacional”, declarou o ministro.</p>
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		<title>Sem exemplos a seguir &#8211; Fernando Limongi no Valor</title>
		<link>http://www.blogdosereno.com.br/blog/2011/08/sem-exemplos-a-seguir-fernando-limongi-no-valor/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 18:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência Política]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Limongi]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Econômico]]></category>

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		<description><![CDATA["No tempo em que se dizia que o país precisava de reforma política para se tornar governável, Fernando Limongi publicou o livro definitivo - "Executivo e Legislativo na Nova Ordem Constitucional" (1999) - mostrando voto a voto que o Executivo não tinha embaraços em formar maioria. Quando o debate passou a ser dominado pela fisiologia paralisante das comissões de Orçamento, novo livro, também em parceria com Argelina Figueiredo - "Política Orçamentária no Presidencialismo de Coalizão" (2008) - mostrava que as emendas comprometem migalhas do investimento e que, ao rifá-las da lei orçamentária, se arriscava a empobrecer a representação.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span> </span></p>
<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/fernando-limongi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4800" title="fernando-limongi" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/fernando-limongi-193x300.jpg" alt="fernando-limongi" width="193" height="300" /></a>No  tempo em que se dizia que o país precisava de reforma política para se  tornar governável, Fernando Limongi publicou o livro definitivo &#8211;  &#8220;Executivo e Legislativo na Nova Ordem Constitucional&#8221; (1999) &#8211;  mostrando voto a voto que o Executivo não tinha embaraços em formar  maioria. Quando o debate passou a ser dominado pela fisiologia  paralisante das comissões de Orçamento, novo livro, também em parceria  com Argelina Figueiredo &#8211; &#8220;Política Orçamentária no Presidencialismo de  Coalizão&#8221; (2008) &#8211; mostrava que as emendas comprometem migalhas do  investimento e que, ao rifá-las da lei orçamentária, se arriscava a  empobrecer a representação.</p>
<p>Aos 53 anos, professor titular de  ciência política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do  Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que presidiu de  2001 a 2005, Limongi continua incomodado. Não aceita a tese de que a  amplitude da base aliada é a raiz dos problemas da presidente Dilma  Rousseff nem que seu governo começa sob mais turbulência que os  precedentes.</p>
<p>Em entrevista ao <strong>Valor</strong>, afirma que a  maior novidade da conjuntura política brasileira é a unidade do PMDB,  mas ainda se confessa aturdido pela tendência de fragmentação do quadro  partidário que acreditava estar em processo de reversão.</p>
<p>Diz que a  crise política por que passa o governo Barack Obama revela uma crise  decisória no sistema político americano que não deveria servir de  inspiração para nenhuma das democracias emergentes. E lança uma  provocação aos compatriotas que não conseguem enxergar nenhum outro país  mais corrupto que o Brasil: &#8220;Não há como medir a corrupção. Todos os  indicadores são baseados em percepção que é um nome bonito para  &#8216;pré-conceito&#8217;. É possível obter uma correlação quase perfeita entre  índices desse tipo e pigmentação da pele. Os países africanos em geral  aparecem como os mais corruptos e os escandinavos como os menos&#8221;.</p>
<p><strong>&#8220;Governos custam a encontrar seu ponto de equilíbrio. Dilma  parecia que não ia ter esse problema, mas é difícil botar a coisa para  funcionar&#8221;</strong></p>
<p>A seguir, a entrevista:</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O governo  Dilma Rousseff mal começou e já trocou dois ministros. Aliados se dizem  apreensivos com seu estilo. Teme-se que colha troco lá na frente. Dilma  corre o risco de se inviabilizar?</em><br />
<strong>Fernando Limongi:</strong> Se você acompanha o início do [Fernando] Collor, do Fernando Henrique e  do [Luiz Inácio] Lula [da Silva], todos começaram com um rearranjo  muito profundo das bases. Collor superestimou seu poder e precisou  reformular o ministério. FHC começou com um governo majoritário para  aprovar legislação ordinária, mas minoritário para reforma  constitucional. Para passar a reforma da Previdência, chamou o PP e  rearrumou a coalizão. Lula também começou minoritário. Na primeira fase o  [ex] PFL e o PSDB cooperaram, depois ele também refez o ministério.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>A base excessivamente heterogênea do governo não é fonte permanente de tensão?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> O que ocorreu com o [Antonio] Palocci também ocorreu no governo FHC,  que teve uma crise no caso de escuta telefônica na Casa Civil [conversa  grampeada entre o embaixador Júlio Cesar dos Santos e o representante da  Raytheon, empresa que disputava o Sivam, levou à queda do chefe de  gabinete do presidente, Xico Graziano]. Esse tipo de problema sempre  acontece. Os governos sempre custam a engrenar e a encontrar seu ponto  de equilíbrio. Dilma, por ter maior continuidade com Lula &#8211; com o fim do  governo, não com seu início -, parecia que não ia ter esse problema de  ajuste, mas é sempre difícil botar a coisa pra funcionar. O governo  começa, tenta achar o prumo e encaixar as peças. É o contrário da ideia  da lua de mel, do período de graça. Só com o início de governo é  possível saber se as pessoas combinam com os cargos e as lideranças são  de fato exercidas. Lula só foi achar o prumo quando Dilma subiu para a  Casa Civil e botou a máquina para andar. Até lá, a visão era toda  negativa porque a coisa não funcionava. Tinha-se grande expectativa de  que [José] Dirceu ia ser o condutor, mas ele se mostrou muito aquém das  expectativas. Além do mensalão, só deu problema e nunca foi o homem da  máquina que se esperava.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Essa fase inicial de ajustes pode ser  semelhante a outros governos, mas a base dela é mais ampla do que a de  qualquer outro. São 17 partidos na base, sendo 7 representados no  governo. A dificuldade de abrigar todos no primeiro escalão não é parte  da explicação?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Pode ser, mas não há  evidências de que esse é o problema. Do ponto de vista das evidências, o  que chama a atenção, e não se dá a devida atenção, é que o PMDB tem  votado absolutamente disciplinado. Ter votado 100% unido no salário  mínimo e no Código Florestal não é pouca coisa. O PMDB nunca teve essa  unidade.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Qual é sua leitura dessa unidade?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Essa unidade é politicamente construída. [Michel] Temer exerce uma  liderança sobre a bancada que ninguém nunca teve. O PMDB sempre esteve  em todos os governos, mas nunca com essa disciplina. Isso é disciplina  de PT. O PMDB hoje tem mais cadeiras e representação nacional do que  qualquer outro partido. Está jogando diferente. Se há tensão no interior  da base por espaço, o PMDB vai ocupá-lo. O partido já não era pequeno  no fim do governo Lula. E agora joga com unidade para aumentar seu  espaço. Todo mundo falou do seu lado fisiológico ou ruralista no Código  Florestal. Até pode ser que o PMDB tenha sido majoritariamente  ruralista, mas e o PCdoB, que votou igual?</p>
<p><strong>Limongi:</strong> É parte da estratégia política do PMDB, e não necessariamente o partido  é o mal. Não existe um lado do bem e do mal, como todo mundo tende a  ler. Meus filhos de cinco e oito anos podem pensar assim, mas as coisas  são muito mais complexas. O Código Florestal tinha muitos lados, vi  alguns debates e não conseguia saber de que lado eu estava. Ninguém, no  fundo, sabia de que lado estava.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas o fato é que o governo foi derrotado na votação&#8230;</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Em situações semelhantes outros governos sempre foram mais ambíguos,  mais coniventes e dançaram conforme a música. Dilma bateu ficha numa  questão difícil. FHC e Lula sempre fugiram pela tangente nessas horas,  fizeram algum acordo que diluía o embate. Lula decidia por decreto no  tema. Dilma não diluiu. Talvez tenha sobre-estimado forças, não tenha  querido voltar atrás, perder imagem. Ex post foi desnecessário, até  porque ainda tem Senado e a negociação vai e volta.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Essa disposição de bater ficha, no limite, não pode comprometê-la com a base?</em></p>
<p><strong>&#8220;Olhando para o que acontece nos EUA e Europa, ideias de que o  Brasil tem sistema político que atrapalha a economia é história para  boi dormir&#8221;</strong></p>
<p><strong>Limongi:</strong> As demissões nos Transportes vão na mesma  direção, muito menos panos quentes do que normalmente se coloca nessas  questões. O curioso é que quando ela compõe é porque está sendo  conivente. Quando enfrenta é porque não tem jogo de cintura. O partido  com o qual está brigando, o PR, teve problemas similares no governo FHC,  quando ainda se chamava PL. Valdemar Costa Neto meteu-se num conflito  que envolveu a Polícia Federal em Guarulhos. Saiu atirando e foi a  partir daí que começou a construir a aliança com o PT. Quando o PL saiu  do governo, Valdemar disse que cada um tem o porto que merece, falando  que o Temer controlava o porto de Santos e ele, Guarulhos. Essa  redefinição de espaços tem muito a ver com a renovação das cúpulas, que  vai bater no mensalão. O PL era controlado por Álvaro Valle. Quando ele  morreu, o controle passou para Valdemar. O PTB era controlado por aquele  banqueiro do Paraná que foi ministro de FHC [José Eduardo de Andrade  Vieira, do Bamerindus]. Aí o cara saiu e veio [Roberto] Jefferson.  [Paulo] Maluf perdeu o controle do PP com a reeleição. Não se sabe como  esses partidos são controlados. São extremamente centralizados e  baseados em comissões provisórias. Seu eleitor votava numa direita tipo  PFL, PDS ou PMDB, controlada por velhas lideranças mais acomodadas.  Quando veio a transição PSDB-PT, começou a hemorragia na direita  tradicional e esses partidos começaram a disputar espaço. É essa a malta  que Dilma está tentando segurar em áreas com muito dinheiro, de Copa do  Mundo e Olimpíada, e onde o Estado tem que se mostrar eficiente. Então  decidiu enfrentar.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Sua aposta é de  que, na indefinição de como se dará a relação de Dilma com esses  partidos médios, o PMDB decidiu apostar cada vez mais na condição de  fiador da governabilidade?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> O PMDB pode crescer muito aí. Não fiz os cálculos, mas acho que o PR é dispensável.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>São 41 deputados&#8230;</em><br />
<strong>Limongi:</strong> É, mas tem o bloco que o PR controla de todos os pequenos partidos de  direita. Boa parte desses caras, se o governo falar &#8220;ó, ou joga direito  ou tá fora&#8221;, não tem muito para onde correr. O PR não controla nenhum  Estado, não tem nenhuma máquina.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Dilma  tem sido persistentemente questionada sobre suas condições para lidar  com essa base política, ao contrário de Lula e de FHC. Sua inexperiência  nesse campo não pesa?</em></p>
<p><strong>Limongi:</strong> Na verdade,  no início dos governos Lula e FHC ninguém lhes reconhecia essas  qualidades. Depois ambos viraram gênios. Dizem que Dilma é inexperiente,  mas FHC nunca foi um cara prático. Dona Ruth é que administrava a conta  corrente dele. Lula nunca tinha administrado nada, não tinha relação  com a máquina do Estado. Dilma cresceu na máquina gaúcha e foi bater na  Casa Civil. Foi superbem-sucedida e subiu como um foguete. Conhece como  se governa, muito mais do que conheciam FHC, Collor, Itamar ou Lula. O  que é que há no governo que a ministra da Casa Civil não conheça?</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O controle da corrupção passa pela redução dos cargos comissionados?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> O problema é mais complicado do que parece. Algumas dessas questões que  aparecem hoje são problemas e ambiguidades presentes desde o início do  governo representativo de quem deve ocupar cargos, qual é o critério  para a distribuição, se deve ser a competência ou o critério partidário.  Nos Estados Unidos, esse é um problema desde o conflito federalistas  versus republicanos no século XIX e até hoje não se resolveu. É verdade  que esses conflitos por vezes são inadministráveis. O assassino de  [Abraham] Lincoln foi um cara que não recebeu o emprego que esperava.  Quem deve governar? Se forem os mais competentes, então quem governa são  sempre os mesmos, os mais competentes. Mas você votou num partido para  exercer o governo. O que a gente chama de loteamento é o exercício do  governo partidário. Se o PT nomeia todo mundo e governa mal, a gente  bota o partido para fora e vota no PSDB. O PSDB põe seus homens, se não  derem no couro, que venha o próximo. Na coligação governista, o partido  que tem quadros é o PT, mas o caso dos Transportes mostra que alguns  partidos vão construindo ramificações com o setor privado e formando  &#8220;quadros&#8221; em alguns setores.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E o combate à corrupção não passa pelo corte dessas ramificações?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> A gente não tem nenhuma forma de saber se a corrupção aqui é mais alta  ou mais baixa do que no resto do mundo. O problema é óbvio: como se mede  corrupção? Não pode ser medida objetivamente por razões óbvias. Os  indicadores normalmente usados em pesquisas comparadas são indiretos e  se referem à percepção. Muitas vezes essa percepção é um nome mais  bonito para &#8220;pré-conceito&#8221;. Eu brinco que é possível obter uma  correlação quase perfeita entre esses índices e pigmentação da pele. Os  países africanos em geral aparecem como os mais corruptos e os  escandinavos como os menos. Todas as indicações são de que a corrupção  aqui é como em qualquer outro lugar. A Inglaterra, com esse escândalo da  imprensa, mostra que quando os interesses privados chegam junto do  Estado você não consegue mais distingui-los. De repente o cara está na  Scotland Yard, de vez em quando ele está no jornal, ele vai na Scotland  Yard&#8230; Esse é o jeito que os interesses se constroem. Não tem saída  para isso. É um problema de assimetria de informações. Como é que você  vai ter um setor de empreiteiras que seja verdadeiramente competitivo?  Três ou quatro grandes empresas vão controlar o mercado. E quem vai  contratar esses caras? No fim é o cara que era da empreiteira e foi para  o Estado e de lá para o setor privado, e esses interesses acabam não se  distinguindo como se gostaria.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. diz que não há como medir se o  Brasil é mais ou menos corrupto do que outros países. A que o sr.  atribui, então, a difusão dessa convicção entre os brasileiros?</em> <strong>Limongi:</strong> É puro &#8220;pré-conceito&#8221;. Quem acompanha política em outros lugares do  mundo sabe que coisas feias acontecem em todo lugar. Uma vez fui fazer  uma conferência para banqueiros na Europa. Eles queriam saber como  funcionava o sistema político brasileiro. Fui lá e mostrei que  funcionava bem, que tinha lógica, que a forma como eles entendiam os  sistemas políticos europeus poderiam ser usadas para entender o Brasil.  Daí, no debate, um senhor começou a me espinafrar, dizendo que estava  cansado de ouvir que os políticos brasileiros eram confiáveis, que as  coisas aqui eram OK, e quando ele abria o jornal só lia notícias  desabonadoras quanto às nossas práticas políticas, que o governo  brasileiro só fazia aumentar o déficit. Quando ele acabou de falar, eu  estava meio nas cordas e para ganhar tempo perguntei de que país ele  vinha. Ele respondeu: Itália. Não precisei responder. Só &#8220;I see&#8221; com  riso meio cínico bastou.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>O sr. vê  alguma relação entre a perda de prerrogativas legislativas e a ocupação  dos aliados em desencavar os podres da República? As MPs têm saído com  mais de 50 temas, tanto que uma recebeu o nome de &#8220;árvore de Natal&#8221;&#8230;</em><br />
<strong>Limongi::</strong> Na entrevista do Temer para o <strong>Valor</strong>,  ele começa falando: &#8220;Participei de um grupo que elaborou uma medida  provisória. Nós ficamos estudando e todo mundo participou&#8221;. Então quem  fez a medida? Dilma não tem tempo para fazer isso. Quando sai uma MP,  não é uma decisão unilateral do Executivo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Pode ser uma costura partidária, mas que foge do âmbito legislativo&#8230;</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Se está saindo como &#8220;árvore de Natal&#8221; é porque todo mundo já deu  &#8220;pitaco&#8221;. Quando o texto começa a tramitar, não foi Deus quem o criou.  Todo mundo já botou a mão. O texto não é confeccionado a portas  fechadas.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Mas a oposição não participa&#8230;</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Nem é para participar. Tem a tramitação para espernear. Quando passou a  reforma das MPs no governo FHC, todo mundo achou que estava fazendo uma  grande coisa. E, na verdade, foi um desastre institucional. A MP  tramitava no Congresso, em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Não  atrapalhava a tramitação dos demais projetos nem travava a pauta. Agora a  medida passa pela Câmara, depois vai para o Senado, tem um tempo para  correr, e tem que apresentar emenda aqui e lá, mas ninguém sabe como  funciona. O fato é que se o Congresso quiser rejeitar uma medida porque  não é pertinente à matéria em tramitação, derruba. O regimento garante.  Não tem essa de nosso Legislativo estar subjugado, isso é tudo bobagem.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Num artigo polêmico, FHC disse que a  política tem que ser buscada fora das instituições, nos jovens e na  internet. A maior surpresa de 2010, Marina Silva, não veio desse mundo?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Marina, de fato, surpreendeu. Mas só foi tão bem votada porque Serra e  Dilma perderam votos. Lula polarizou demais no fim da campanha, chamou  para a briga e tirou votos de Dilma, que, pelo desempenho da economia,  teve um resultado eleitoral aquém do esperado no primeiro turno. Tanto  que seguraram Lula no segundo. José Serra cresceu, mas puxando um voto  que não era dele, de quem achava que, por ter religião, não podia votar  em Dilma. Foi um voto que também beneficiou Marina. Teve a coisa  religiosa que surpreendeu todo mundo. Marina não conseguiu segurar nem o  PV. Então tem um apoio muito difuso e desorganizado para ser  considerado um trunfo. Tirante o PT, nenhum partido consegue penetrar na  sociedade, mas o que os petistas têm de voto é muito mais do que têm de  militância e penetração. É outro modelo de partido daquele do  pós-guerra, que tinha células, militância, cobrava contribuição, fazia  jornal e tinha escolinha. Hoje partido não precisa disso, vai à TV. Se é  isso que FHC quer dizer, realmente mudou e não apenas no Brasil. Mas  não é de hoje.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>A internet, então, ainda vai demorar a dar as cartas na política?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Deve ter muita gente tentando transformar o que se passa na internet em  voto. Não vai ser espontâneo. FHC é sociólogo e sabe que não há nada de  espontâneo nesse mundo de meu Deus. Tem que ter coisa organizada,  estruturada. Onde isso tudo junta? No modelo institucional da eleição  majoritária. Por isso PT e PSDB têm vantagem. Porque polarizam as  eleições e coordenam a competição. PT e PSDB saem na frente na hora de  lançar candidato à Presidência. Vai ter um candidato do PSDB, um do PT e  uma terceira via. Marina vai ter que correr por fora para montar uma  estrutura de campanha. Não vai ter os governos estaduais do PSDB nem a  estrutura de governo federal do PT. Não vai ganhar pelo Twitter, até  porque as pessoas, para votarem nela, precisam saber que ela tem chance  de ganhar. Uma candidatura desastrosa do PSDB poderia fazer isso. Mas o  PSDB teria que pisar muito na bola. A história é cheia de partidos que  dilapidam patrimônio brigando internamente. Serra já fez isso uma vez e  ameaça repetir ao resistir a ceder a liderança.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Se a tendência de polarização na eleição presidencial é tão forte assim, por que não afeta a disputa pelo Congresso?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> O resultado mais intrigante dessas eleições foi o descasamento entre as  eleições majoritárias e proporcionais. A eleição presidencial vertebra a  disputa nos Estados, que foi totalmente casada com a presidencial. Em  todo Estado teve o candidato da Dilma e do Serra. E o PMDB ora jogou com  um, ora com o outro. Agora, no Congresso, os sinais de que o número de  partidos estava diminuindo desapareceram. E não apenas porque PP, PDT,  PTB, que eram partidos médios, caíram e se igualaram ao PR ou ao PSB.  PMDB, PT e PSDB também caíram. Pode ter a ver com esse terreno pantanoso  que saiu da órbita do PSDB e caiu na do PT, mas ainda não está fazendo  muito sentido. O que parece de fato diferente é essa coisa de o PMDB  votar unido.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Esse pacto político pela  distribuição de renda, contra o qual ninguém se rebela, não é o  substrato dessa fragmentação tão acentuada?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Há uma certa indistinção entre o PT e o PSDB quanto às propostas. A  gente não sabe o que o PSDB teria para fazer de diferente do PT. O  discurso do Serra foi da eficiência,  faço-melhor-do-que-eles-que-só-seguem-nossa-cartilha. Mas não deu certo.  O PSDB não tem realmente uma agenda alternativa. O PT, enquanto na  oposição, conseguia fazer uma imagem de que era diferente e tal, que  depois com o mensalão se viu que não era tão diferente assim.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E como conseguem polarizar o eleitorado se não têm propostas diferentes?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Não é fácil entender qual é a percepção que de fato os eleitores têm  dos partidos, se os veem ou não como diferentes e se essas diferenças  são programáticas ou de outra natureza. Para saber essas coisas é  preciso fazer pesquisa de opinião, entender como os eleitores organizam a  disputa partidária na cabeça. E quando a gente lê pesquisa bem feita  sobre esse tipo de coisa sempre acaba se surpreendendo. O que me parece  interessante é que os partidos brasileiros podem não estar organizados  como estavam os da Europa do pós-guerra, mas a divisão do eleitor é  forte. Todo mundo diz que brasileiro é pouco politizado. Mas é o  contrário. Nessa última eleição presidencial, minha filha mudou de  escola e passei a levá-la à casa das novas amiguinhas. Chegava lá e os  pais me perguntavam: &#8220;Voto em tal partido, e você?&#8221; Ouvi inúmeras vezes  no metrô gente falando em quem iria votar. Passei duas eleições  presidenciais nos Estados Unidos sem ouvir nenhuma pessoa falar sobre  eleição presidencial. E estava dentro do departamento de ciência  política de uma universidade. Isso é impensável no Brasil. Todo mundo  emite opinião política o tempo inteiro. E todo mundo declara suas  preferências. E isso não pode se dar sem que os partidos desempenhem um  papel. O voto é obrigatório, mas sempre se pode votar em branco ou nulo.  E, se os partidos não fossem capazes de mobilizar eleitores, a taxa de  votos brancos e nulos deveria ser muito alta. Até foram em algumas  eleições, mas caíram violentamente com o voto eletrônico. É possível que  votações como a de Enéas, Clodovil e Tiririca venham de eleitores que  os partidos não conseguem mobilizar. Sempre há um candidato com discurso  antipolítica para o qual um caminhão de eleitores converge.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Muito se especula sobre o vetor político da chamada nova classe média. Essa seria a última eleição da distribuição de renda?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Acho que leva algumas gerações para a ascensão social virar  conservadorismo. Não acredito que o cara que subiu na vida em dois anos  vai ficar defendendo o dele e virar conservador. O eleitor pode ser  extremamente volátil, no sentido de que, se o PT amanhã vem com uma  crise econômica e esses ganhos são perdidos de um governo para o outro, o  eleitor pode se bandear para a oposição. Com isso estou de acordo. Foi o  que aconteceu no segundo mandato de FHC. No primeiro, ele estava com  tudo, distribuiu renda e fez crescer. Veio a crise, o eleitor bandeou  para o outro lado. Mas se o crescimento se mantiver não vejo esse  cenário.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>A última vez em que a  política balançou o mercado foi na eleição de 2002. De lá para cá, entra  mensalão, sai mensalão, entra PR, sai PR, e a política não abala mais a  economia. Por que houve esse insulamento? Por que ninguém se arrisca a  mexer no dito tripé da economia?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Não  sei se foi a política ou se foi a economia que se insulou. No fim do  governo, Lula fez um certo keynesianismo e ninguém se insurgiu contra.  Até porque se saíssem batendo poderiam colher rejeição eleitoral. Os  políticos observam e esperam se vai dar resultado. Se der, não criticam.  Na hora em que der errado, a oposição vai sair criticando e aí o PSDB  vai montar seu discurso alternativo. Se a economia continuar bem até  2014, não vai haver plano alternativo. O fato é que todo mundo foi  surpreendido pelas mudanças estruturais no mercado de trabalho do  Brasil, muito mais significativas que a Bolsa Família. O mundo político  também parece ter sido surpreendido pelas conexões do Brasil com a  China, que o tornaram menos dependente dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Se  a gente olha para o Congresso americano, vê o fracasso tanto das  tentativas de aprovar uma regulação mais rígida para o mercado  financeiro quanto esse embate republicano com o Obama. Como é que o sr.  vê a resposta da política à crise financeira?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> A má qualidade do sistema politico americano é uma coisa inacreditável.  Quem fica falando que o sistema brasileiro não funciona é porque não  conhece o americano. Se tem um sistema político travado, parado, incapaz  de produzir decisão, é o americano. É um sistema em que a Presidência  tem pouco poder efetivo, depende muito de um Congresso que é capaz de  barrar e está repleto de traidores. [Paul] Krugman afirmou em artigo  recente que esse limite de endividamento foi renegociado e ampliado mais  de uma vez ao longo do governo Bush. Que rever e readaptar o limite à  realidade não teria consequência econômica alguma. Que o ponto é pura  ideologia. Que os republicanos querem nocautear o Obama. Creio que ele  esteja certo. Acompanhei in loco a reforma da saúde pública. Vi e ouvi  os argumentos dos republicanos. É pura ideologia. Desculpe o exagero,  mas é realmente primitivo. O reacionarismo é impressionante. E já  radicalizaram dessa forma no passado. Fecharam o governo Clinton ao não  aprovar o Orçamento. Tomaram uma tunda depois. No que fechou o governo, a  população se voltou contra os republicanos.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Foi naquele momento que Clinton conseguiu a reeleição, não foi?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Clinton estava morto e aí eles resolveram pisar em cima e espicaçar. E  aí o Clinton renasceu e foi reeleito. Então é mais ou menos a mesma  situação que Obama, só que agora em proporções muito maiores. A única  coisa que os republicanos querem é corte de gasto e de imposto. Estão  criando um sistema inviável. Todos os dados que se tem sobre  desigualdade nos Estados Unidos mostram que aumentou uma barbaridade no  governo republicano porque se cortou imposto no topo e gasto para base  sem se conseguir, com isso, dar impulso à economia. É um exemplo de mau  funcionamento do sistema político inacreditável. Faz a gente falar  &#8220;puxa, estamos numa maravilha!&#8221;</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Os EUA, ao contrário do Brasil, não têm um Congresso que reproduz mais ou menos as mesmas divisões da eleição presidencial?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Nos Estados Unidos você tem a eleição presidencial e o &#8220;coattail&#8221;, que é  o efeito do voto puxado pelo presidente sobre o Congresso. Mas depois  você tem reversão no meio do ano &#8211; em geral, o partido do presidente  perde cadeira no meio do mandato. Quanto perde é que varia. Obama perdeu  muito porque o americano médio é da direita brava. Se existe um sistema  político que dá veto a minorias, esse sistema é o americano. No Senado  há o que se chama de &#8220;filibuster&#8221;, que é basicamente o direto de a  minoria estender indefinidamente o debate, evitando que a matéria venha a  voto. Se a minoria é contra, a coisa não vem a voto. Bloqueia. Para  tudo. O que Obama passou de reforma da Previdência foi um negocinho  desse tamanho sob um custo inacreditável. Aqui o presidente passaria  aquilo tranquilo.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Os dividendos  políticos dessa crise que já dura três anos é o crescimento da direita,  em alguns países, como a Noruega, tragicamente?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> A Europa tem um problema grave, que é a pouca tolerância para com o  imigrante. Tem dificuldade para assimilá-lo, ao mesmo tempo em que  precisa dele. Há países que estão com crescimento negativo, como a  Itália. Todo mundo sabe que eles precisam de mão de obra, mas não querem  imigrantes. Vão acabar com déficit populacional. Todos os estudos  mostram. Isso pode ser fonte de tensão política grande, mas qualquer  projeção seria arriscada de como é que isso vai se resolver. Olhando  para o que está acontecendo nos EUA e Europa, essas ideias de que o  Brasil tem um sistema político problemático, que atrapalha a economia, a  distribuição de renda, é história para boi dormir. Tudo se provou  errado. Tivemos todas essas coisas sem reforma do sistema político.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>E por que sistemas políticos tão vigorosos não conseguem dar uma resposta à crise?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Esses sistemas políticos que sempre foram modelos estão embaralhados  com um problema de decisão. O que pode mostrar que o sistema político é  muito menos importante do que se pode achar. Há uma supervalorização das  escolhas institucionais, uma expectativa de que se possa reformar tudo  por modelos institucionais. Li recentemente uma citação do [Pierre]  Rosanvallon [historiador francês], dizendo que logo depois da Revolução  Francesa os caras começaram a falar em reforma das instituições, sempre  com a expectativa de que assim se poderia eliminar todas as impurezas do  sistema político. Estamos pensando isso até hoje.</p>
<p><strong>Valor:</strong> <em>Em  meio a essa crise, os países emergentes têm reivindicado maior parte da  governança global, mas há resistências dos ricos, que não lhes  reconhecem maturidade institucional para dividir essa governança. Com  que argumento se pode sustentar a justeza dessas reivindicações?</em><br />
<strong>Limongi:</strong> Quem quer que olhe para o sistema político americano e seu desempenho  recente colocará em questão essa ideia. O governo de Bush filho &#8211; aliás,  imagina só se tivéssemos pai e filho eleitos em tão curto espaço de  tempo em um país latino-americano &#8211; já começou com uma lambança  institucional sem igual. Não se pode dizer que a eleição na Flórida  esteve livre de fraudes e, mais, que as fraudes não influíram no  resultado. Ao longo do seu governo, explodiram vários escândalos  envolvendo financiadores das campanhas de Bush. Basta lembrar a Enron.  Isso para não citar a invasão do Iraque, toda ela montada em relatórios  discutíveis. Qual é a maturidade institucional do grande líder? E o pior  é que não são só os republicanos. O livro do [Joseph] Stiglitz ["O  Mundo em Queda Livre"], deveria ser leitura obrigatória. Mostra que os  economistas que dirigiam os bancos que causaram a crise de 2008 foram  convocados por Obama para resolvê-la. Não é apenas ideologia ou ideias  básicas que guiam as políticas. São as pessoas. São os mesmos caras. E  eles fizeram o que se esperava que fizessem: protegeram os bancos e  deixaram os eleitores pagar a conta&#8221;.</p>
<p>Entrevista a Maria Cristina Fernandes | De São Paulo 05/08/2011 &#8211; publicado no <a href="http://www.valoronline.com.br/impresso" target="_blank">Valor Econômico.</a></p>
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		<title>Caminho certo para o desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 21:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[A economia brasileira vive um ciclo virtuoso. Nossa economia se desenvolve e por isso gera emprego em patamares nunca antes observados. E isso tudo começou com o governo Lula e suas políticas. Hoje, no artigo do Octavio de Barros, publicado no Valor Econômico e disponibilizado pelo clipping do Ministério do Planejamento, vemos uma análise do impacto dessas políticas e como elas afetaram e, principalmente modificaram a realidade do mercado de trabalho e da população economicamente ativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/emprego2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4794" title="emprego2" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/emprego2-300x225.jpg" alt="emprego2" width="300" height="225" /></a>A economia brasileira vive um ciclo virtuoso. Nossa economia se desenvolve e por isso gera emprego em patamares nunca antes observados. E isso tudo começou com o governo Lula e suas políticas. Hoje, no artigo do Octavio de Barros, publicado no Valor Econômico e disponibilizado pelo <a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/7/18/vai-mesmo-faltar-trabalhador-no-brasil">clipping do Ministério do Planejamento</a>, vemos uma análise do impacto dessas políticas e como elas afetaram e, principalmente modificaram a realidade do mercado de trabalho e da população economicamente ativa.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">No texto, Barros faz uma análise sobre o momento atual e destaca que “que quer transmitir aqui é que a velha ideia de que a oferta de trabalhadores no Brasil é ilimitada está gradualmente deixando de ser verdadeira, na medida em que os investimentos se espraiam setorialmente. O aperto monetário em curso circunstancialmente tem impactado relativamente pouco na demanda por mão de obra. Há muitas evidências de falta de caminhoneiros, carência de engenheiros e até mesmo dos chamados &#8220;peões de obra&#8221;. Eu tenho uma tese, que venho testando com várias empresas, de que o problema não é tanto a falta mão de obra qualificada, apesar de este ser cada vez mais um tema desafiador para o Brasil. O que falta no Brasil, neste momento, é pura e simplesmente mão de obra barata.”</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">Em um breve resumo da ópera ele disse que a mão de obra encareceu e que as pessoas ascenderam socialmente e que o país ainda não desenvolveu estratégias para conter determinados problemas. Um dos exemplos que ele cita é a diferença entre a participação de homens e mulheres, enquanto população economicamente ativa. O ingresso nas mulheres no mercado de trabalho  &#8211; que atualmente é da ordem de 58% contra 80% dos homens, seria uma das alternativas para conter esse problema do mercado de trabalho.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">Como foi propagado durante a campanha eleitoral, o governo da presidenta Dilma Rousseff é de continuidade. Por isso, ela tem feito investimentos acertados que vão suprir essas necessidades. Parte dos investimentos necessários para ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho já foi anunciado pelo governo da presidenta Dilma Rousseff neste ano.  Na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), 419 municíos brasileiros receberão 718 novas creches totalizando um investimento na ordem de R$ 800 milhões e a previsão de atendimento de 140 mil crianças. O programa prevê investimentos da ordem deR$ 7,6 bilhões para a construção de 6 mil desses estabelecimentos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">O articulista do Valor Econômico também destaca o fato de que a mão de obra brasileira, em uma média geral, é pouco qualificada e ressalta que é importante investimentos mais efetivos em todos os segmentos da educação. Barros ressalta que “a melhoria desse indicador podem prover ganhos de produtividade significativos, com muita tecnologia e inovação para liberar mão de obra qualificada ou mesmo não especializada para setores carentes dela. Além dos investimentos governamentais já realizados para a universalização dos ensinos básico e médio, e do atual esforço de ampliação do ensino superior, as empresas também vêm treinando intensamente os seus funcionários.”</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">Uma dos investimento já anunciados neste ano é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), cujo objetivo é  de acordo com a presidenta Dilma reduzir um problema crônico para o crescimento dos serviços e da indústria nacional: a falta de mão de obra especializada. O orçamento deste ano de 2011 será de R$ 1 bilhão — sendo R$ 700 milhões para bolsas de estudo e R$ 300 milhões para financiamento estudantil.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">Pelo Pronatec deverão ser  construídas mais 200 escolas técnicas até 2014. Somadas às 140 existentes até 2002 e às 214 inauguradas na gestão Lula, em quatro anos serão 554 unidades unidades. Dessas novas unidades, 81 novas escolas já estão em construção e deverão ser entregues até o início do ano que vem. De cara, o governo promete atender 1,6 milhão de alunos de escolas públicas na primeira fase do projeto. No futuro, a intenção é chegar a todos os estudantes de ensino médio da rede pública.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
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		<title>O BRASIL NÃO É UM RISCO</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 21:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Delúbio Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Risco Brasil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdosereno.com.br/blog/?p=4723</guid>
		<description><![CDATA[Em todas as eleições presidenciais disputadas pelo PT o chamado “risco Brasil” foi usado de forma cruel, impiedosa e desonesta contra nós petistas. Se Luiz Inácio Lula da Silva vencesse os seus oponentes – Fernando Collor de Mello, em 1989, Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, e José Serra em 2002, respectivamente – o céu desabaria, o chão se fenderia, os cofres dos organismos financeiros e dos bancos internacionais se fechariam ao Brasil, nossa economia entraria em colapso, o real valeria pouco mais que nada, as empresas internacionais deixariam de investir aqui e entraríamos para o rol das republiquetas infelizes, dos países fadados ao eterno subdesenvolvimento e à pobreza eterna. Enfim, o caos, o apocalipse, o fim dos tempos e a destruição de um país com 500 anos de história!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a style="font-weight: bold;" href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/dilmaobama.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4724" title="dilma-obama" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/dilmaobama-300x186.jpg" alt="dilma-obama" width="300" height="186" /></a>Em todas as eleições presidenciais disputadas pelo PT o chamado “risco Brasil” foi usado de forma cruel, impiedosa e desonesta contra nós petistas. Se Luiz Inácio Lula da Silva vencesse os seus oponentes – Fernando Collor de Mello, em 1989, Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, e José Serra em 2002, respectivamente – o céu desabaria, o chão se fenderia, os cofres dos organismos financeiros e dos bancos internacionais se fechariam ao Brasil, nossa economia entraria em colapso, o real valeria pouco mais que nada, as empresas internacionais deixariam de investir aqui e entraríamos para o rol</span><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"> das republiquetas infelizes, dos países fadados ao eterno subdesenvolvimento e à pobreza eterna. Enfim, o caos, o apocalipse, o fim dos tempos e a destruição de um país com 500 anos de história!</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Em 2002, especialmente, a candidatura do tucano José Serra custou bilhões de dólares ao povo brasileiro. Talvez tenha sido o maior prejuízo de<a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/risco-brasil.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4725" title="risco-brasil" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/risco-brasil.jpg" alt="risco-brasil" width="300" height="189" /></a> nossa história. Nem a segunda guerra mundial, a guerra do Paraguai ou os grandes períodos recessivos internacionais, como o “crash” da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 ou o colapso do mercado imobiliário que levou à crise bursátil de agosto de 2008 nos Estados Unidos, nos custaram tanto quanto o auxílio luxuoso dos banqueiros e especuladores à candidatura Serra, elevando o dólar a mais de R$ 4,00 às vésperas do pleito presidencial de 2002, aterrorizando o país. Era o “risco Brasil”, inflado no falso temor da eleição daquele que viria a ser – ao lado de Getúlio e de JK – um dos maiores presidentes da história do Brasil. Triste ironia que nos custou bilhões de dólares de nossas reservas…</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Os autênticos urubus, as aves de mau-agouro que de forma contumaz e oportunista sobrevoam o cenário político e o jornalismo econômico, transformaram o “risco Brasil” numa espoleta prestes a ser detonada. E nós, os petistas, seríamos os responsáveis pelo colapso econômico e o afundamento da Nação. Já em 89, um velho líder empresarial, de quem a história não guardou o nome, chegou a vaticinar que mais de tantos mil empresários deixariam o Brasil “no dia seguinte” se os brasileiros cometessem a heresia de eleger um trabalhador sem diploma de curso superior para subir a rampa do Planalto.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/serra_nojo_povo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4726" title="serra_nojo_povo" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/serra_nojo_povo-300x198.jpg" alt="serra_nojo_povo" width="300" height="198" /></a>Mais do que o preconceito social, prenhe de ódio e de rancor, havia uma mentira absoluta em todo esse processo político-eleitoral. E havia um risco. Ele tinha nome, localização geográfica, população, riqueza, história, presente e um futuro a ser construído. O “risco Brasil” foi um dos maiores atos de sabotagem jamais praticados contra nosso país. Um estelionato com plumagem, bico e sigla. Os especuladores, os tucanos, o capital improdutivo e as aves de mau-agouro foram os sabotadores. O povo brasileiro, essa brava gente, os derrotou a todos, como sempre aconteceu ao longo de nossa bela e sofrida história.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Vencemos em 2002 com um líder partidário, que se tornou presidente da República e se revelou notável administrador. A história já o entronizou como Estadista e o povo o tem em seu coração. Lula é um nome requisitado em foros internacionais, ouvido com atenção e acatamento, festejado pelos países que visita, pelos continentes por onde passa, falando de platéias populares até foros empresariais. Enquanto isso, outros, inconformados com o fracasso de seus governos e o ocaso tristonho e cinzento, pegam carona em debates, mesmo que necessários (como o descriminalização do uso da maconha), para conseguir algum espaço na mídia e entre a juventude, causando estranheza ao seu (escasso) eleitorado, reacionário e esnobe.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Com o sucesso do governo de Lula e a eleição da presidenta Dilma Rousseff, os êxitos das administrações municipais e estaduais do PT e dos<a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/lulaeopovo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4727" title="lulaeopovo" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/lulaeopovo.jpg" alt="lulaeopovo" width="237" height="161" /></a>partidos da base aliada, reduziu-se em muito o espaço para o terrorismo político-econômico. Mais de trinta milhões de brasileiros saíram da pobreza e passaram à classe média, ingressando no mercado de consumo e mudando a face do país. Nossa economia deu saltos. Ingressamos no século XXI com três anos de atraso, apenas após a posse de Lula, em janeiro de 2003, mas avançamos décadas no espectro social, no desenvolvimento econômico, na recuperação da dignidade da cidadania, resgatando milhões de irmãos nossos afundados na miserabilidade, no analfabetismo, na escuridão do abandono brutal que lhes destinou o modelo segregacionista adotado pelos governos neo-liberais do PSDB.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">A chamada “grande imprensa”, mesmo que em espaço reduzido, com uma compreensível timidez, noticia que pela primeira vez os Estados Unidos, a mais poderosa economia do mundo e o país mais forte e intervencionista, “<em>apresenta um risco de calote maior que o do Brasil</em>”. O risco dos EUA é de 54 pontos, o do Brasil é de 41 pontos, segundo o CDS (“<em>Credit Default Swap</em>”). Não é sonho, é realidade.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/aviacao_embraer_emformacao.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4728" title="aviacao_embraer_emformacao" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/aviacao_embraer_emformacao-300x199.jpg" alt="aviacao_embraer_emformacao" width="300" height="199" /></a>Essa notícia impressionante, quase inacreditável, impensável anos atrás (naquele tempo em que o chanceler tucano Celso Lafer tirava os sapatos no aeroporto de Washington para ser revistado e servilmente desconhecia que representava uma grande Nação e um povo grandioso e não podia se deixar ser confundido com um terrorista ou um narcotraficante), está estampada nos cantos de páginas, perdida nos cadernos secundários, acompanhada de comentários de economistas obscuros que dizem que isso é “momentâneo”. Ora! Que seja momentâneo, mas era impensável quando o governo FHC levou o Brasil três vezes à bancarrota e aos balcões do FMI, humilhado e com a cabeça baixa! Que seja momentâneo, mas mostra que nossa economia foi gerida com competência e seriedade pelo Estadista Lula e a presidenta Dilma segue o mesmo caminho, com a determinação e a garra que lhe são peculiares.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Já me emocionei ao adentrar o edifício-sede da ONU e ver o grande painel, “Guerra e Paz”, no saguão principal. Picasso, Diego <span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Rivera ou outro<a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/PORTINARI-GUERRA-E-PAZ.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4729" title="PORTINARI-GUERRA-E-PAZ" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/PORTINARI-GUERRA-E-PAZ-300x199.jpg" alt="PORTINARI-GUERRA-E-PAZ" width="300" height="199" /></a> mestre das artes? Não, o brasileiro Cândido Portinari. Os olhos ficaram marejados. Na China, no coração da potência que assombra o mundo por seu crescimento, voei entre duas cidades cumprindo um roteiro a convite do Partido Comunista Chinês. Da janelinha, li na turbina: “Embraer”. O coração bateu mais forte. Noite dessas, a <em>Royal Philharmonic </em>apareceu num dos canais da TV a cabo. Era uma noite de gala e a Rainha Elizabeth estava presente. Heitor Villa-Lobos e seu talento eram celebrados pela secular orquestra dos ingleses. Escutei o “<em>Trenzinho do Caipira</em>” e me lembrei de Buriti Alegre e de que o genial maestro buscou nas raízes do Brasil e de seu folclore a matéria-prima de sua obra ao mesmo tempo brasileiríssima e universal, singela e sofisticada. Mas, os aplausos foram tantos ao final, que pelo que assisti não fui só eu que me emocionei com o talento de mais um brasileiro que o mundo admira e ovaciona.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">Enquanto outros países, como os Estados Unidos, Espanha, Portugal e Grécia, enfrentam sérios problemas econômicos, o Brasil segue o rumo traçado em direção ao seu destino de grandeza e prosperidade. Não nos interessa que nenhuma outra Nação amiga sofra mais ainda com o agravamento de seus problemas. Torcemos pela solução o mais rápido possível. O que, em verdade, nos interessa é um mundo melhor, convergente, em paz, desenvolvido e democrático.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">O Brasil não é mais um risco. O risco que corremos (se é que é um risco…) é o de estar muito antes do que esperávamos entre as Nações mais ricas e desenvolvidas do mundo.</span></p>
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; line-height: 18px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 12px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; font-weight: bold; color: #1c1c1c; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;"><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=JC9kqs6zafo">Heitor Villa &#8211; Lobos: O trenzinho do caipira</a></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>País tem excedente de energia até 2014, diz presidente da EPE</title>
		<link>http://www.blogdosereno.com.br/blog/2011/06/pais-tem-excedente-de-energia-ate-2014-diz-presidente-da-epe/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 19:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresa Brasileira de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[excedente]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou no domingo (12) que há muito tempo o País não convivia com uma situação hidrológica tão favorável. Em consequência, o sistema deverá ser operado com um excedente de 5 mil a 6 mil megawatts (MW) médios por ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/usina-itaipu-binacional.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4713" title="usina-itaipu-binacional" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/06/usina-itaipu-binacional-300x190.jpg" alt="usina-itaipu-binacional" width="300" height="190" /></a>O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício  Tolmasquim, informou no domingo (12) que há muito tempo o País não  convivia com uma situação hidrológica tão favorável. Em consequência, o  sistema deverá ser operado com um excedente de 5 mil a 6 mil megawatts  (MW) médios por ano.</p>
<p>Segundo Tolmasquim, a situação é de absoluta tranquilidade tanto do  ponto de vista dos reservatórios quanto das condições estruturais. “A  situação energética do Brasil hoje, do ponto de vista hidrológico, é  excepcionalmente boa e fazia muito tempo que a gente não vivia um  momento tão bom”.</p>
<p>Na avaliação do presidente da EPE, o País terá total garantia de  energia para fazer frente ao crescimento da demanda, mesmo que nos  próximos anos a situação hidrológica não se mantenha tão favorável.</p>
<p>“A nossa realidade hoje é essa: a oferta é muito maior do que a  demanda. Então, a situação é de total tranquilidade, independentemente  da evolução dos reservatórios. Se considerarmos a relação oferta/demanda  até 2014, temos total garantia de fornecimento de energia e com grande  excedente”, disse.</p>
<p>Maurício Tolmasquim ressaltou que esse excedente leva em conta,  inclusive, a possibilidade de uma taxa de crescimento médio da economia  da ordem de 5% ao ano. “É um excedente bastante expressivo”,  acrescentou.</p>
<p><span style="font-size: smaller;">Portal Brasil</span></p>
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		<title>Cresce acesso à banda larga</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 15:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Marcelo Sereno]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Bernardo]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Nacional de Banda Larga]]></category>
		<category><![CDATA[PNLB]]></category>

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		<description><![CDATA[Um crescimento de 51,5% ou 38,5 milhões de pontos de internet banda larga para o primeiro trimestre do ano, colocam o Brasil na oitava posição no mercado mundial de banda larga móvel e e em nono lugar entre os países com maior número de acessos fixos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Telecomunicações - Telebrasil – e foram divulgados nesta terça-feira (19/04).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/minimodens.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4564" title="minimodens" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/minimodens-300x110.jpg" alt="minimodens" width="300" height="110" /></a>Um crescimento de 51,5%  ou 38,5 milhões de pontos de internet banda larga para o primeiro trimestre do ano, colocam o Brasil na oitava posição no mercado mundial de banda larga móvel e e em nono lugar entre os países com maior número de acessos fixos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Telecomunicações  &#8211; Telebrasil – e foram divulgados nesta terça-feira (19/04).</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">De acordo com dados auferidos no final do ano passado, o Brasil é o país latino-americano com maior crescimento de banda larga móvel. Pelo levantamento, a cada minuto 25 novos acesso de banda larga são conectados. O mesmo estudo aponta que o Brasil lidera o ranking de acessos a esse serviço na região, com 59%, seguido pela Argentina (10%), México (6%) e Colômbia (5%), e que conta com 36% do total da base de telefones celulares na América Latina.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p>Na banda larga fixa os acessos alcançaram 14 milhões ao fim do trimestre, um crescimento de 20,5% em relação a março de 2010. Já as conexões em banda larga móvel – que compreendem as oferecidas por meio de modem de conexão à internet e terminais de terceira geração (3G), como os smartphones – tiveram uma evolução de 77,7%, saltando de 13,7 milhões para 24,4 milhões no mesmo período.</p>
<p>Em entrevista às rádios Band News e CBN de Curitiba, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou a democratização da internet de alta velocidade. Ele enfatizou que o governo pretende definir, até o fim de junho, um plano de metas para oferecer internet em larga escala por R$ 35. Com esse valor, o <a href="http://www.mc.gov.br/plano-nacional-para-banda-larga">Plano Nacional de Banda Larga</a> levara acesso à internet a 70% da população brasileira. Segundo o ministro, a velocidade oferecida não poderá ficar abaixo de 1 Mbps, por determinação da presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p>O ministro também mencionou o esforço do governo em baratear o preço dos tablets. A expectativa é que haja uma redução de 31% no valor cobrado atualmente e que os aparelhos possam ser comprados por cerca de R$ 500 no prazo de um ano e meio. Ele explicou que, para chegar ao preço esperado, o governo já está negociando a redução do ICMS com os estados. “Os tablets vão vender que nem pipoca”, aposta Bernardo.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p>Com informações do Blog do Planalto</p>
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		<title>Taxa de desemprego em março é a menor desde 2002, aponta IBGE</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 16:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[taxa]]></category>

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		<description><![CDATA[A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou estável em março, ao passar de 6,4% em fevereiro para 6,5%, conforme aponta levantamento divulgado nesta terça-feira (19).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="corpo" style="font-size: small;"> </span></p>
<p style="font-size: small;"><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/emprego_prios.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4553" title="emprego_prios" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/emprego_prios-300x225.jpg" alt="emprego_prios" width="300" height="225" /></a>A  taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou estável em  março, ao passar de 6,4% em fevereiro para 6,5%, conforme aponta  levantamento divulgado nesta terça-feira (19).</p>
<p style="font-size: small;">No entanto, segundo o estudo, a taxa é a  menor para o mês de março desde o início da série histórica, em março de  2002. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1  ponto percentual.</p>
<p style="font-size: small;">A população desocupada somou 1,5 milhão de  pessoas e não apresentou variação em relação ao mês anterior, conforme  informou o IBGE.</p>
<p style="font-size: small;">De acordo com o levantamento do  instituto, a população ocupada chegou a 22,3 milhões e apresentou  estabilidade sobre fevereiro. Na comparação anual, foi registrada alta  de 2,4% (mais 531 mil ocupados).</p>
<p style="font-size: small;">O número de trabalhadores com carteira  assinada no setor privado também ficou estável e foi de 10,7 milhões. Em  relação ao mesmo período de 2010, foi verificado crescimento de 7,4%,  com mais 739 mil postos de trabalho com carteira assinada.</p>
<p style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">Com informações do G1</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>CAMPEI!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 19:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Delúbio Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Era Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Exteriores]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos acontecimentos mais marcantes da década passada e, seguramente, dos mais importantes da entrada do século XXI, foi protagonizado por duas grandes Nações: Brasil e China. Dois Estadistas visionários conduziram com segurança, discernimento e competência os rumos de suas economias, balizando o papel fundamental que elas desempenhariam nas décadas seguintes no contexto internacional e aproximaram de forma irreversível os seus destinos. Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, não perderam a chance de dar os passos iniciais para que pudéssemos viver o excelente momento em nossas relações bilaterais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/dilmanachina.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4534" title="dilma_na_china" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/dilmanachina-300x200.jpg" alt="dilma_na_china" width="300" height="200" /></a>Delúbio Soares (*)</em></strong></p>
<p>Um dos acontecimentos mais marcantes da década passada e, seguramente,  dos mais importantes da entrada do século XXI, foi protagonizado por  duas grandes Nações: Brasil e China. Dois Estadistas visionários  conduziram com segurança, discernimento e competência os rumos de suas  economias, balizando o papel fundamental que elas desempenhariam nas  décadas seguintes no contexto internacional e aproximaram de forma  irreversível os seus destinos. Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao,  não perderam a chance de dar os passos iniciais para que pudéssemos  viver o excelente momento em nossas relações bilaterais.</p>
<p>O Brasil e a China, de forma pragmática e transparente, numa  equação de co-responsabilidades e metas a serem alcançadas e cumpridas  com a participação efetiva do capital privado, iniciaram uma parceria  poucas vezes vista entre países de suas dimensões territoriais,  importância política e interesses econômicos.  A efetiva parceria entre  ambos os países pode ser constatada no imenso fluxo de mercado existente  nos dias de hoje em todos os setores de nossa vida: o agronegócio, a  mineração, a indústria têxtil, o setor petrolífero e de combustíveis, os  eletro-eletrônicos e a tecnologia da informação, a indústria  aeronáutica, dentre outros tantos.</p>
<p>Num trabalho paciente, alicerçado em negociação de altíssimo  nível, o Brasil e a China removem pouco a pouco as barreiras residuais  numa relação que se intensifica ao sabor do impressionante crescimento  de ambos os países.  Não há mais mistério para o empresário brasileiro  que desembarca em Pequim, Xangai ou Cantão, em busca de bons negócios.  Nem há risco algum, além daqueles inerentes à economia de mercado, para o  empreendedor chinês que buscar novas oportunidades no Brasil<strong>.</strong></p>
<p>O Brasil, de 2003 para cá, deixou para trás uma década infame  de idas e vindas aos balcões do FMI em situação falimentar, para<a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/dilma_e_hu_jintao_153_204.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4535" title="dilma_e_hu_jintao_153_204" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/dilma_e_hu_jintao_153_204.jpg" alt="dilma_e_hu_jintao_153_204" width="204" height="153" /></a> experimentar uma verdadeira revolução social com a chegada de mais de 30  milhões de cidadãos à classe média. Nos tornamos, sob a égide da Era  Lula, a sétima economia mundial e já estamos às portas da sexta  colocação. A produção chinesa, que em 1980, detinha 1,90% no PIB global,  em 2000 alcançava os 3,70% e hoje reina sob impressionantes 9,30%.  Desde 2009 a China é o maior exportador do mundo; em 2010 tomou o lugar  dos Estados Unidos na indústria e tornou-se a maior potência de  manufaturados, com 19,8% da produção global contra 19,4% dos  norte-americanos<strong>.</strong></p>
<p>Nesse cenário, a visita da presidenta Dilma Rousseff à China –  com pesada agenda de trabalho, mas coroada de êxito – é um marco não só  nas relações bilaterais, mas na consolidação dos Bric’s, a união de  nosso país à China, Rússia, Africa do Sul e Índia, as potências  emergentes do cenário econômico internacional. Foi uma visita de  resultados, de semeadura e de colheita, de aprofundamento de relações  que amadureceram e já dão bons frutos. Mais de R$ 20 bilhões em projetos  tecnológicos chineses no Brasil foram anunciados, de tal forma que um  i-pad, o “tablet”, passará a ser produzido no Brasil com um preço final  ao consumidor quase 40% menor do que o atual. Nova fábrica da gigante  tecnológica Foxconn será construída em território nacional, muito  provavelmente na região de Campinas (SP)<strong>.</strong></p>
<p>A ZTE e a Huawei, duas outras empresas de porte mundial,  anunciaram novas fábricas no Brasil, com investimentos da ordem de R$  316 milhões e R$ 553 milhões, respectivamente. Irão produzir, criar  novos empregos, pagar impostos, gerar divisas e participar de uma  economia que cresce em bases sólidas e sustentáveis, num país que optou  pela economia de mercado e pela democracia com justiça social. Trocando  em miúdos: os empresários chineses não poderiam escolher lugar melhor  que o Brasil para investir<strong>.</strong></p>
<p>A Embraer, hoje a terceira maior indústria aeronáutica  internacional, atrás somente da Boeing e da Airbus, que já opera uma  linha de montagem na China em conjunto com a Harbin Aviation, não só irá  reforçar sua produção atual como passará a fabricar os jatos executivos  Phenom 100 e 300, sucessos de vendas no Brasil, Estados Unidos e  Europa.</p>
<p>Hu Jintao e a presidenta Dilma lançaram as bases para a  continuidade de uma relação profícua e o início de um novo ciclo, ainda  mais virtuoso e lucrativo para seus países. O imenso mercado chinês se  abre para as exportações brasileiras, enquanto a grande potência do  extremo oriente deixa claro que seu interesse no Brasil vai para muito  mais além do que a soja, o minério de ferro e a celulose.</p>
<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/v6cumdcn.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4536" title="v6cumdcn" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/v6cumdcn-300x239.jpg" alt="v6cumdcn" width="300" height="239" /></a></p>
<p>Segundo dados do IPEA, o Instituto de Pesquisas Econômicas  Aplicadas, em 2009 a China tornou-se o maior parceiro comercial do  Brasil, tomando um lugar que era dos Estados Unidos. O Brasil importou  US$ 25,6 bilhões da China em 2010. O saldo foi um lucro macroeconômico  (superávit) de US$ 5,2 bilhões. Com os EUA, o resultado no mesmo período  foi um déficit de US$ 8 bilhões (vendas no valor de US$ 19 bilhões para  os Estados Unidos e compras de US$ 27 bilhões). Não é preciso muito  esforço para saber que o Brasil Império tinha os olhos voltados para a  Europa, o Brasil do passado mirava os Estados Unidos e o Brasil do  presente e do futuro tem os olhos postos na grande Nação oriental.</p>
<p>A China não é mais um mistério para os brasileiros, nem o  Brasil uma aventura para os chineses. Existe uma similitude grande entre  nossos países e nossos povos. Uma mobilidade social imensa, economias  que crescem vertiginosamente, necessidades a serem supridas e grandes  obras a serem realizadas. Culturas extremamente diversas, mas objetivos  convergentes<strong>.</strong></p>
<p>Estive no início da década passada visitando a China. Ao lado  de companheiros do PT, todos convidados pelo governo chinês, visitei  por quase duas semanas diversas regiões, escolas, fabricas, observando o  crescimento econômico, a inclusão social, as dificuldades que eram  vencidas com o esforço de um povo que tem como sua marca a sabedoria e a  perseverança. Emocionei-me com a riqueza cultural daquela  Nação-continente, ao visitar a Cidade Proibida, o monumental e milenar  conjunto arquitetônico que o mundo conheceu nas telas do cinema através  do premiado filme “O Último Imperador”, de Bernardo Bertolucci.  Enxerguei nos Guerreiros de Xian, um verdadeiro exército de estátuas de  terracota, o estranho simbolismo de um povo bom e cordial, mas preparado  para defender seu país em qualquer situação, com qualquer sacrifício.  Na Grande Muralha, avistada da lua pelos astronautas da NASA, deparei-me  com a capacidade de trabalho e a persistência dos chineses. Voltei  seguro de que a grande potência do hemisfério norte no século XXI estava  nascendo ali. A potência emergente ao sul do Equador já era o Brasil,  sob o comando do presidente Lula.</p>
<p><a href="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/pequim.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4537" title="pequim" src="http://www.blogdosereno.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/pequim-300x198.jpg" alt="pequim" width="300" height="198" /></a>Hoje Hu Jintao e Dilma Rousseff celebram a aliança que  consolida a sólida parceria de sucesso entre dois gigantes econômicos e  sociais. E a palavra sucesso, em Mandarim, o idioma local mais falado, é  o cruzamento de dois ideogramas: risco e oportunidade.</p>
<p>Recordo-me que naquele país fabuloso, ao qual admiro  profundamente, estive com importantes líderes políticos em Pequim e  convivi com camponeses humildes nas províncias distantes do interior. Em  todos a mesma cordialidade, a mesma simpatia quando eram informados de  que se tratava de um brasileiro. Invariavelmente levantavam um brinde e  repetiam a palavra mágica, vinda do coração, que traduz saúde,  felicidade, amizade. Recordo-me de todos eles e homenageio o grande  futuro de nossa parceria com os irmãos chineses: Campei!</p>
<p><strong><em>(*) Delúbio Soares é professor</em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://www.delubio.com.br/" target="_blank">www.delubio.com.br</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://www.twitter.com/delubiosoares" target="_blank">www.twitter.com/delubiosoares</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="mailto:companheirodelubio@gmail.com" target="_blank">companheirodelubio@gmail.com</a></em></strong></p>
]]></content:encoded>
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