Em 2011, o Rio de Janeiro registrou queda dos principais indicadores estratégicos da Secretaria de Segurança. Segundo pesquisa do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgada nesta terça-feira (7/2), em comparação a 2010 houve redução de: 14,8% nos casos de letalidade violenta (homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e auto de resistência); 6,3 % nas ocorrências de roubos de veículos; e 15,2% no número de roubos de rua (a transeunte, a coletivo e de celular).
Sem dúvida nenhuma tem muita coisa para ser feita”, declarou o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, no Roda Viva desta segunda-feira, 28.
Com o Brasil em estado de comoção, enlutado pela tragédia que provocou a morte de 12 crianças numa escola carioca, e com a presidenta Dilma Rousseff programando comparecer ao velório na manhã de hoje, eu retomo a minha proposta de discussão a fundo a respeito do que ocorreu no Rio.
Certa vez, no histórico Palazzo del Viminale, sede do Ministério do Interior em Roma, tomei café com Gianni De Gennaro, então chefe da polícia italiana. Parêntese: no Brasil, o Ministério do Interior foi criado em 15 de novembro de 1889 e abolido em 1990 por canhestra decisão do presidente Collor de Mello, que o julgava desnecessário. Na Europa, essa pasta sempre foi tida como indispensável e muitos dos seus titulares saíram candidatos a cargos mais elevados, como sucedeu com Nicolas Sarkozy.
Em meio a notícias de tragédias no Rio de Janeiro, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou relatório de índices de bala perdida que aponta um redução de 44% no número de vítimas desse crime entre janeiro e setembro de 2010. No ano passado, foram registrados 108 casos de bala perdida, enquanto em 2009 193 pessoas foram vítimas, a maior parte delas (75%) são da capital, seguido da Baixada Fluminense (16,1%). Em terceiro, aparece o interior do estado totalizando 8,3% dos casos.
Aos poucos, a vida vai voltando ao normal no Rio de Janeiro. O exército continua garantido aos moradores da região o direito de ir e vir. Alívio e um estranhamento da sensação de liberdade. Por outro lado, pipocam diversas análises a respeito da atuação do governo, da polícia, da falta de preocupação com o futuro dos moradores. Por outro lado, o governo tenta fazer a sua parte – não só retomar o espaço físico, como em um jogo de tabuleiro – e tentar reestabelecer serviços e garantir opções para as pessoas de conhecer uma outra realidade.
O Rio de Janeiro registrou o menor índice de homicídios no mês de junho. Foi apresentada uma redução de 21% em comparação com o mesmo período de 2009. Esse é o menor índice registrado desde que a sede histórica começou a ser publicada, em 1991, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Morreram 347 pessoas, contra 429 em 2009.
Outro dia falei sobre a importância do Pronasci para que o Rio vença essa guerra contra o tráfico e garanta uma Olimpíada segura. De vez em quando vou trazer mais detalhes sobre o programa. Acho muita acertada a intenção de promover a cultura de paz em regiões que há muito tempo vivem em conflito. Como [...]
Muito triste o que aconteceu no Rio de Janeiro neste fim de semana. A sensação de insegurança e de impotência diante da violência é difícil de digerir. Ver a força policial ser atingida da maneira que foi aumenta ainda mais o medo. Para quem tem filhos pequenos, é quase impossível não temer pelo futuro deles. [...]