O ministro da Defesa, Celso Amorim, participou, na tarde desta quinta-feira, da solenidade de troca de comando da Força de Pacificação na base do Exército que atua no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
O que você faz com a casca de inhame, melancia, banana? Na maioria das vezes essas e outras partes dos alimentos não são aproveitadas e vão diretamente para o lixo. Na inventiva cozinha do projeto Favela Orgânica todas as cascas, talos, folhas entre outras partes que compõem as verduras, legumes e frutas são aproveitadas de forma integral. A ideia surgiu em março de 2011 quando Regina Tchelly, coordenadora e idealizadora do Favela Orgânica, começou a participar de um projeto que tinha acabado de chegar na Babilônia/Chapéu Mangueira, a Agência de Redes para Juventude, coordenado por Marcus Faustini e patrocinado pela Petrobrás, que atua em seis comunidade com UPP.
O Censo do IBGE mostra que 6% da população brasileira vive em favelas. São 11,4 milhões de pessoas vivendo em situações precárias, sem infraestrutura urbana, com dificuldade de acesso a direitos básicos do cidadão como saúde, educação, segurança. A Rocinha, no Rio de Janeiro é a maior favela do país. São 70 mil pessoas. Mesmo se não soubéssemos esse número, ao passar por São Conrado, é impossível não se impressionar com o tamanho da comunidade. Na lista das dez comunidades mais populosas do país, em terceiro lugar está Rio das Pedras, também na capital fluminense.
Além da segurança e obras de infraestrutura, quando o assunto é melhoria nas comunidades pacificadas, a cultura não fica de fora. Um exemplo é o Morro dos Macacos, em Vila Isabel. Em outubro de 2009, a queda de um helicóptero da Polícia Militar, provocada por criminosos, marcou a história da favela. Mais de um ano depois da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, o cenário é outro.
Começou na última quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o 1º Seminário de Gestão Pública em Áreas Pacificadas, com o objetivo de reunir representantes do meio acadêmico, da sociedade civil e do governo do estado do Rio para discutir políticas públicas para as favelas e bairros que receberam as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
As comunidades pacificadas da Rocinha e do Cantagalo serão as primeiras a receber as unidades do programa Rio Poupa Tempo, criado pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) com objetivo de reunir, em um mesmo espaço físico, entidades privadas e públicas, ligadas ao município, estado e governo federal, de maneira a oferecer à população serviços de utilidade pública com qualidade, eficiência e rapidez.
Sem dúvida nenhuma tem muita coisa para ser feita”, declarou o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, no Roda Viva desta segunda-feira, 28.
Todos os indicadores estratégicos de Segurança do Estado do Rio tiveram reduções significativas na região do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro em seu primeiro ano de ocupação pelas Forças de Pacificação. A análise é do Instituto de Segurança Pública (ISP) que enfocou dados de três delegacias policiais (22ª, 38ª e 44ª DP’s) que atendem às comunidades do Alemão e da Vila Cruzeiro e também aos bairros do entorno.
“Colocar a comunidade nos olhos daqueles que não a conhecem. Mas de maneira correta, imparcial e social”. É dessa forma que o estudante de jornalismo Leandro Lima, morador da Rocinha, deseja contribuir no trabalho jornalístico e na desmistificação da comunidade. Desde 2008, ele tem um site de notícias sobre o local onde mora. No recente processo de pacificação, teve atuação importante na cobertura, via Twitter, do que acontecia por lá. Na entrevista ele fala sobre comunicação e o impacto das redes sociais nesse novo processo pelo qual a Rocinha passa. Confira.
Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas apresentou dados econômicos e urbanos sobre as duas maiores favelas do Rio de Janeiro, Rocinha e Complexo do Alemão. Para entender a diferença entre as duas comunidades, o pesquisador Marcelo Nery usou dados do Censo de 200 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os resultados mostram que é equivocado encarar favelas como um fenômeno similar. Cada localidade receberá investimentos públicos de maneiras diferentes.