Começou na última quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o 1º Seminário de Gestão Pública em Áreas Pacificadas, com o objetivo de reunir representantes do meio acadêmico, da sociedade civil e do governo do estado do Rio para discutir políticas públicas para as favelas e bairros que receberam as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
As comunidades pacificadas da Rocinha e do Cantagalo serão as primeiras a receber as unidades do programa Rio Poupa Tempo, criado pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) com objetivo de reunir, em um mesmo espaço físico, entidades privadas e públicas, ligadas ao município, estado e governo federal, de maneira a oferecer à população serviços de utilidade pública com qualidade, eficiência e rapidez.
Sem dúvida nenhuma tem muita coisa para ser feita”, declarou o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, no Roda Viva desta segunda-feira, 28.
Todos os indicadores estratégicos de Segurança do Estado do Rio tiveram reduções significativas na região do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro em seu primeiro ano de ocupação pelas Forças de Pacificação. A análise é do Instituto de Segurança Pública (ISP) que enfocou dados de três delegacias policiais (22ª, 38ª e 44ª DP’s) que atendem às comunidades do Alemão e da Vila Cruzeiro e também aos bairros do entorno.
“Colocar a comunidade nos olhos daqueles que não a conhecem. Mas de maneira correta, imparcial e social”. É dessa forma que o estudante de jornalismo Leandro Lima, morador da Rocinha, deseja contribuir no trabalho jornalístico e na desmistificação da comunidade. Desde 2008, ele tem um site de notícias sobre o local onde mora. No recente processo de pacificação, teve atuação importante na cobertura, via Twitter, do que acontecia por lá. Na entrevista ele fala sobre comunicação e o impacto das redes sociais nesse novo processo pelo qual a Rocinha passa. Confira.
Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas apresentou dados econômicos e urbanos sobre as duas maiores favelas do Rio de Janeiro, Rocinha e Complexo do Alemão. Para entender a diferença entre as duas comunidades, o pesquisador Marcelo Nery usou dados do Censo de 200 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os resultados mostram que é equivocado encarar favelas como um fenômeno similar. Cada localidade receberá investimentos públicos de maneiras diferentes.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tão celebradas pelo poder público e pela sociedade, estão longe de representar uma solução para o problema da violência. O problema da violência no Rio de Janeiro é algo muito mais profundo. A mais recente e estarecedora história envolve uma criança de 11 anos, o Juan Morais. Segundo informações da imprensa, ele foi enterrado na noite desta quinta-feira (07/07).
A vida, aos poucos, vai voltando ao normal no Complexo do Alemão, depois que o Estado recuperou om local que vivia sob o domínio do tráfico. A implementação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foi um fator determinante para que o caos generalizado tomasse conta daquela comunidade. No entanto, não podemos esquecer que a situação é reflexo direto da falta de estrutura e perspectiva de muitos que moram naquela comunidade.
A comunidade do Salgueiro, zona norte do Rio, será a próxima a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A polícia começou a tomar o morro na madrugada dessa sexta-feira (30). Ainda não há notícias de confrontos. Cerca de 120 homens fazem incursão pela comunidade e distribuem panfletos para os cerca de 4 mil moradores. A UPP deverá ser plenamente instalada em 40 dias.
Dando continuidade ao processo de pacificação das comunidades do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral inaugurou mais uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), dessa vez no morro do Andaraí, zona norte do Rio. A comunidade estava ocupada pela polícia desde o mês de junho e a pacificação deverá beneficiar 13 mil moradores, em oito comunidades.